O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, elogiou as reuniões para promover o diálogo político no Burundi, realizadas em Arusha no mês passado sob o auspício do facilitador da Comunidade da África Oriental, Benjamin William Mkapa, ex-presidente da Tanzânia.
A crise política no Burundi, que já dura um ano, já levou mais de 256 mil burundianos a deixar o país.

Refugiados fugindo da violência no Burundi abrigam-se em campo na Tanzânia. Foto: ACNUR
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, elogiou no fim de maio (27) as reuniões para promover o diálogo político no Burundi, realizadas em Arusha no mês passado sob o auspício do facilitador da Comunidade da África Oriental, Benjamin William Mkapa, ex-presidente da Tanzânia.
Elogiando a decisão de Mkapa de convocar novas reuniões incluindo as partes interessadas que não estavam presentes em Arusha , o secretário-geral, em um comunicado emitido por seu porta-voz, salientou que uma solução para a crise política no Burundi só pode ser encontrada através de que um processo de diálogo inclusivo que respeite a Constituição do país, bem como os princípios do Acordo de Paz e Reconciliação de Arusha para o Burundi, do qual a ONU e a região são fiadores.
Em sua declaração, Ban apoiou plenamente os esforços regionais destinados a promover uma solução pacífica para a crise, e reiterou a disponibilidade da ONU de fornecer apoio técnico, conforme estipulado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.
A crise política no Burundi, que já dura um ano, já levou mais de 256 mil burundianos a deixar o país. Muitos que tentam fugir ou que se opõem às milícias armadas são vítimas de diversas violações, como abusos sexuais, estupros coletivos e execuções.