“Se o compromisso dos líderes mundiais não se tornarem ações concretas, este documento será apenas um pedaço de papel”, disse o Secretário-Geral da ONU.

Após a abertura oficial da Rio+20 hoje (20/6) no Riocentro, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que esperava um documento final da Rio+20 mais ousado, declarando que as negociações foram difíceis já que diversos interesses locais, dos países, estavam na mesa de discussão. Apesar disso, ele informou que mais de 200 compromissos devem ser assinados entre Governos, sociedade civil, ONGs, empresas, entre outros.
“Há um simbolismo atrás da escolha dos líderes mundiais em voltar ao Rio de Janeiro. Em 1992 concordamos com a Agenda 21 mas não concretizamos suas metas. Precisamos pensar na economia do século XXI, num futuro sustentável com a erradicação da pobreza e preservação dos recursos naturais. Não podemos mais ficar somente sonhando, temos que tomar ações concretas”.
O Secretário-Geral disse que este é o começo dos processos que estão por vir. “Se o compromisso dos líderes mundiais não se tornarem ações concretas, este documento será apenas um pedaço de papel. Nos próximos três dias queremos uma visão concreta dos países em busca dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.