Mesmo após consultas a governo e autoridades locais do país, investigadores tiveram acesso negado à cidade de Tabit, onde teria ocorrido o estupro de 200 mulheres, segundo alegações da mídia local.

Tropas da UNAMID patrulham Darfur do Norte. Foto: UNAMID/Albert Gonzalez Farran
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse na última segunda-feira (17) que está “profundamente perturbado” com as persistentes alegações de estupro em massa na cidade de Tabit, no Sudão, instando o governo do país a conceder acesso irrestrito à cidade para que os investigadores possam verificar os relatos sobre os supostos crimes.
Mesmo após intensas consultas ao governo e às autoridades locais no Sudão, os investigadores tiveram o acesso negado a Tabit, onde teria ocorrido o estupro de 200 mulheres, de acordo com a mídia local.
A Operação Híbrida da União Africana e das Nações Unidas em Darfur (UNAMID) já deu início às investigações sobre o caso; porém, não encontrou evidências ou informações que confirmassem a ação criminosa. A forte presença militar e policial na cidade dificultou a realização de uma investigação conclusiva.
Segundo Ban, apenas uma investigação completa da UNAMID pode esclarecer estas sérias alegações. Segundo um comunicado, as Nações Unidas continuam a acompanhar o caso, com eventuais investigações e patrulhas adicionais, em cooperação com as autoridades competentes de acolhimento e conforme o status do Acordo entre as forças do governo do Sudão e da UNAMID.