Ban Ki-moon: ‘Não vamos aceitar a erosão da humanidade que vemos no mundo’

O secretário-geral da ONU destacou que esta deve ser a mensagem enviada por todos os chefes de Estado e de governo durante a Cúpula Mundial Humanitária, encontro inédito que ocorrerá em maio, em Istambul. Cúpula busca enfrentar raízes dos conflitos e das demandas humanitárias.

Criança observa caminhão que transportava ajuda humanitária para a cidade sitiada de Moadamiyeh, em fevereiro de 2016. Ao todo, UNICEF entregou 16 caminhões com roupas de inverno e fraldas. Foto: UNICEF/El Ouerchefani

Criança observa caminhão que transportava ajuda humanitária para a cidade sitiada de Moadamiyeh, em fevereiro de 2016. Ao todo, UNICEF entregou 16 caminhões com roupas de inverno e fraldas. Foto: UNICEF/El Ouerchefani

Informando os Estados-membros sobre os preparativos para a próxima Cúpula Mundial Humanitária, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu nesta segunda-feira (4) que os chefes de Estado e de governo participem ativamente do evento e entreguem uma “forte mensagem” de que “não vamos aceitar a erosão da humanidade que vemos no mundo de hoje”.

“Não devemos deixar as pessoas que precisam de nós, quando elas mais precisam de nós”, disse o chefe da ONU, pedindo atenção especial para os encontros de alto nível dos líderes e as mesas-redondas que acontecerá durante a Cúpula, nos dias 23 e 24 de maio, em Istambul, Turquia.

“Em primeiro lugar, a melhor maneira de obter uma mudança corajosa e robusta é certificar-se de que os líderes estejam lá para fornecê-la”, disse Ban Ki-moon, observando que o segmento de líderes será uma oportunidade para discutir as cinco principais responsabilidades da sua Agenda para a Humanidade.

Os cinco objetivos principais são: liderança política para prevenir e acabar com o conflito; defesa das normas que protegem a humanidade; não deixar ninguém para trás; transformar a vida das pessoas – do fornecimento de ajuda ao fim das necessidades; e investir na humanidade.

“A história nos julga pela forma como usamos este momento”, disse Ban Ki-moon, pedindo que, no encontro, os governos mostrem liderança sobre os grandes desafios do século XXI. “Nós não podemos decepcionar os muitos milhões de homens, mulheres e crianças em extrema necessidade”, acrescentou.

Sete sessões de mesa-redonda serão realizadas durante os dois dias de evento com o objetivo proporcionar um espaço para que os líderes dos Estados-membros, da sociedade civil e do setor privado se concentrem em uma série de desafios cruciais para alcançar a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável e outros objetivos compartilhados.

Os temas das mesas-redondas são: prevenção e fim do conflito; mantendo as normas que permitam salvaguardar a humanidade; não deixando ninguém para trás; desastres naturais e mudanças climáticas; do fornecimento de ajuda humanitária ao fim da necessidade de ajuda; igualdade de gênero; e investir na humanidade.

Os resultados previstos da Cúpula – não vinculativos – incluirão um resumo elaborado pelo presidente do evento e um documento com “compromissos de ação” que será publicado pouco tempo depois do encontro global. O Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) fará o acompanhamento da cúpula.

Acompanhe o evento pelo portal da ONU Brasil ou em worldhumanitariansummit.org