José-Ramos Horta tem mais de 30 anos de carreira diplomática dedicada à paz no Timor-Leste e em outras regiões.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, nomeou o ex-presidente do Timor-Leste, José Ramos-Horta, como seu novo Representante Especial em Guiné-Bissau e Chefe do Escritório Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz no país (UNIOGBIS). Ramos-Horta irá substituir Joseph Mutaboba, de Ruanda, que finaliza sua missão no próximo dia 31 de janeiro de 2013.
O novo Representante-Especial em Guiné-Bissau tem mais de três décadas de uma carreira diplomática e política a serviço da paz e da estabilidade no Timor-Leste e em outras regiões. Trabalhando em estreita colaboração com a Administração Transitória das Nações Unidas no Timor-Leste (UNTAET), Ramos-Horta ajudou a trazer eleições parlamentares e presidenciais pacíficas no país em 2001 e 2002, respectivamente.
Como Presidente da nação asiática, de 2007 a 2012, contribuiu para curar as feridas e estabilizar a situação após a crise de 2006. Ramos-Horta também serviu seu país como Ministro de Relações Exteriores de 2001 a 2006 e como Primeiro-Ministro de 2006 a 2007.
No dia 13 de dezembro do ano passado, o Conselho de Segurança da ONU emitiu um comunicado de imprensa expressando “séria preocupação” com a falta de progresso na restauração da ordem constitucional do país da costa ocidental da África. Os 15 membros do Conselho observaram que a estabilização só pode ser alcançada através de um processo de transição consensual, abrangente e nacional, com base no diálogo genuíno e eficaz supervisão civil sobre os militares.
Guiné-Bissau tem um histórico tumultuado de golpes de Estado, instabilidade política e desgoverno desde sua independência de Portugal, em 1974. No dia 12 de abril deste ano, militares tomaram o poder dez dias antes do segundo turno das eleições presidenciais.