Ban Ki-moon afirmou que a situação na Síria continua a se deteriorar, mesmo após as autoridades terem aceitado a proposta de Kofi Annan.
O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu neste domingo (01/04) aos países presentes na segunda reunião dos Amigos da Síria em Istambul, na Turquia, que apoiassem os esforços das Nações Unidas e da Liga Árabe para acabar com a crise no país do Oriente Médio, que levou à morte de mais de 8 mil civis desde que se iniciou em março do ano passado.
“Peço que se unam aos nossos esforços para facilitar uma transição política liderada pela Síria para um sistema político democrático plural, no qual os cidadãos são iguais, independentemente de suas afiliações, etnias ou crenças”, disse Ban. “Quanto mais forte e mais clara a mensagem que vocês possam enviar coletivamente, melhor a chance que nós teremos de começar a mudar as dinâmicas preocupantes desta crise na direção de mudanças positivas.”
Ban Ki-moon observou que muito progresso diplomático foi alcançado desde a primeira reunião dos Amigos da Síria em 24 de fevereiro em Tunis, com os Estados-Membros se aglutinando aos esforços do Enviado Especial Conjunto da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan. A proposta de Kofi Annan de seis pontos, que foi submetida durante sua visita a Damasco no mês passado, visa acabar com a violência e as mortes, dar acesso às agências humanitárias, libertar detentos e dar o pontapé inicial para um diálogo político inclusivo. No entanto, Ban Ki-moon observou que a situação no terreno continua a se deteriorar, mesmo após as autoridades sírias aceitarem a proposta de Kofi Annan, assim como salientou a necessidade do Governo implementar o plano imediatamente.
“Deixe-me enfatizar: estas propostas não são uma lista de todos os passos que o Governo sírio terá que tomar para esta crise ser resolvida e chegarmos a uma solução política. Eles são os passos que o presidente sírio precisa tomar hoje para sair do estopim da crise e enviar um sinal claro de que está pronto para mudar de rumo”, concluiu Ban.