Conhecido como uma “referência de tolerância e coexistência”, o país já recebeu mais de um milhão de refugiados sírios, que agora constituem 25% da população.

Mãe de refugiados sírios espera na fila com seu filho para receber ajuda em Arsal, no Líbano. Foto: ACNUR/M. Hofer
Em sua mensagem para a reunião do Grupo de Apoio Internacional para o Líbano, em Berlim, nesta quarta-feira (29), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o país continua sendo uma “referência de tolerância e coexistência” em meio às crises em torno de uma região extremamente “inflamada” por conflitos.
“Os graves e grandes desafios que o Líbano enfrenta como resultado do conflito em curso na Síria, incluindo os recentes ataques contra o exército libanês em Trípoli e a pressão dos refugiados sírios para entrar no país, ainda é uma ameaça”, disse Ban Ki-moon.
Na ocasião, ele destacou a importância do governo libanês continuar sua estreita cooperação com as agências da ONU, principalmente o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), para que a grande presença de refugiados seja gerenciada de forma eficaz e de acordo com as normas internacionais humanitárias e de direitos humanos.
Além disso, juntamente com o Grupo, ele tem ressaltado a necessidade do Líbano obter ajuda internacional para lidar também com as comunidades que acolhem os refugiados, com os programas governamentais afetados e para reforçar as ações das forças armadas libanesas.
Desde o começo do conflito na Síria, há quase quatro anos, o ACNUR registrou mais de um milhão de refugiados sírios no Líbano, que agora constituem 25% da população total do país.