Acordos detiveram avanço do grupo Séléka para capital Bangui e definiram o período de transição política no país.
Saudando a assinatura de um cessar-fogo e outros acordos que detiveram o avanço do grupo rebelde Séléka sobre Bangui, a capital da República Centro-Africana, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, apelou nesta terça-feira (15) para que todas as partes do conflito no país cumpram os acordos, com a assistência internacional.
“O Secretário-Geral saúda os acordos assinados em Libreville, capital do Gabão, em 11 de janeiro de 2013: a declaração de princípio, o acordo de cessar-fogo e o acordo político sobre a resolução da crise na República Centro-Africana”, disse o Porta-Voz de Ban, que acrescentou que Ban pediu ao Governo da República Centro-Africana, ao grupo Séléka, aos grupos político-militares e os partidos de oposição para implementarem plenamente acordos.
O acordo político definiu como será feita a partilha de poder e a transição política no país. Dentre os pontos do documento, estão o de que o Presidente François Bozizé continuará no poder até o fim de seu mandato em 2016; o Primeiro-Ministro será da oposição, com poder executivo completo, e um governo de unidade nacional deve ser formado com representantes de todas as partes da negociação.
No sábado (12), Bozizé decretou a dissolução do Governo do Primeiro-Ministro Faustin-Archange Touadera como início das medidas firmadas.
A República Centro-Africana tem um histórico recorrente de instabilidade política e conflitos, muito pela fraca autoridade do Estado em partes do país, pelas tensões étnicas e a presença de grupos armados. Em dezembro, o Séléka realizou ataques a várias cidades e avançava para Bangui quando concordou em iniciar diálogos de paz com apoio da Comunidade Econômica dos Estados da África Central.