Em mensagem para o Dia Internacional contra a Corrupção, Secretário-Geral da ONU ressalta que “a corrupção não é inevitável” e tem um efeito devastador em comunidades e famílias.
Marcando o Dia Internacional contra a Corrupção, lembrado sempre no dia 9 de dezembro, o Secretário-Geral da ONU pediu que os Estados que ainda não o fizeram assinem a convenção internacional sobre o tema, que visa acabar com as práticas de corrupção em todo o mundo, frisando a necessidade de “uma adesão universal”.
“A corrupção não é inevitável. Ela nasce da ganância e do triunfo de uma minoria antidemocrática sobre as expectativas da maioria”, afirmou Ban Ki-moon em sua mensagem para a data.
O Dia foi designado pela Assembleia Geral em 2003, buscando sensibilizar as pessoas contra a corrupção e para o papel da Convenção da ONU contra a Corrupção no combate e prevenção. O documento foi aprovado no mesmo ano e atualmente conta com adesão de 164 dos 193 Estados-Membros da Organização.
Com a proximidade do prazo para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que se encerra em 2015, o Secretário-Geral reforçou a urgência do enfrentamento à corrupção, lembrando que “o custo da corrupção mede-se não somente nos bilhões de dólares de recursos públicos malversados ou desviados, mas de forma mais contundente na falta de hospitais, escolas, água, estradas e pontes [que] poderiam ter sido construídas com esse dinheiro e que, certamente, teriam mudado o destino de famílias e comunidades”.
“A corrupção destrói oportunidades e cria desigualdades flagrantes. Ela mitiga os direitos humanos e a boa governança, freia o crescimento econômico e distorce mercados”, acrescentou Ban, instando governos e cidadãos a “levantarem suas vozes”.