Em observações feitas ao Conselho Permanente da OEA, Secretário-Geral da ONU ressaltou fortalecimento das economias e das instituições democráticas da região.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu na quarta-feira (13) por uma maior cooperação entre as Nações Unidas e a Organização dos Estados Americanos (OEA), ressaltando que as Américas têm muita experiência e conhecimento para contribuir com o mundo.
“A influência global das Américas como um todo está em ascensão”, disse Ban em suas observações ao Conselho Permanente da OEA em Washington, nos Estados Unidos. “Muitas economias da região estão crescendo. As instituições democráticas estão se fortalecendo. Vocês estão expandindo seu papel como uma ponte entre as nações do Norte e do Sul, bem como entre nas relações Sul-Sul”.
Ban Ki-moon elogiou os esforços da região para conter a proliferação nuclear, afirmando que o Tratado de Tlatelolco – que proíbe todas as armas nucleares na América Latina e no Caribe – é um modelo a ser seguido pelo mundo.
“Hoje, mais de 110 países são zonas sem armas nucleares. Com sua ajuda, nós podemos levar isso a todos os 193 Estados-Membros da ONU – e pode começar com a esperada entrada em vigor do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares”, disse Ban.
O Tratado proíbe todas as explosões nucleares em todos os ambientes, para fins militares ou civis. Foi adotado pela Assembleia Geral em setembro de 1996, mas ainda não entrou em vigor.
Ban Ki-moon ressaltou que, em um mundo cada vez mais integrado, a cooperação entre a ONU e organizações regionais não é apenas uma aspiração, mas uma necessidade.