Ban Ki-moon ressalta responsabilidade política de países do G-20 frente a desafios globais

Ações globais devem ser direcionadas à promoção do crescimento inclusivo e de empregos dignos, ao alcance das metas para combater mudanças climáticas e ao financiamento do desenvolvimento sustentável.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na coletiva de imprensa em Brisbane, Austrália, para a Cúpula do G-20 de 2014. Foto: ONU//Rick Bajornas

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na coletiva de imprensa em Brisbane, Austrália, para a Cúpula do G-20 de 2014. Foto: ONU//Rick Bajornas

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou no último sábado (15) que os países do G20 têm o poder e a responsabilidade política de guiar o mundo a um caminho melhor, tendo em vista os graves desafios ambientais, de segurança e de desenvolvimento que o planeta está enfrentando.

De acordo com Ban, as ações globais devem ser especialmente direcionadas à promoção do crescimento inclusivo e de empregos dignos, ao alcance das metas para lidar com as mudanças climáticas e ao financiamento do desenvolvimento sustentável. Além disso, enfatizou que a qualidade do crescimento é tão importante quanto a sua quantidade.

Para isso, os financiamentos público e privado são essenciais e o G20 deve manter os esforços para reformar o sistema financeiro global, fortalecer os sistemas fiscais, combater a corrupção e reafirmar o seu compromisso com o cumprimento da meta de 0,7% do rendimento nacional bruto para assistência oficial ao desenvolvimento.

Solução política, e não militar, para a Ucrânia

Em reunião deste domingo (16) com autoridades europeias, o secretário-geral ressaltou a necessidade de uma solução política, e não militar, à crise na Ucrânia que vem causando forte impacto na região.

Além disso, discutiu com o primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoğlu, os conflitos na Síria e o combate internacional ao Estado Islâmico (EI).

Ban elogiou a União Europeia pelo auxílio na contenção da disseminação do ebola nos países mais afetados pela epidemia e pela liderança nas iniciativas de limitar ainda mais as emissões de gases estufa.