“A segurança humana reúne os três pilares da ONU e procura promover uma maior coerência na nossa resposta a vários desafios”, disse o Secretário-Geral da ONU.
O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, saudou a Assembleia Geral pela adoção de uma resolução sobre segurança humana, descrevendo-a como “oportuna e significativa” e considerando-a como “pedra fundamental de uma compreensão comum da segurança humana nas Nações Unidas”.
“As complexas e interrelacionadas ameaças de hoje – desastres naturais, conflitos violentos, crises alimentares, no setor de saúde e econômicas – colocam enormes desafios para a sobrevivência, subsistência e dignidade de milhões de pessoas pelo mundo”, acrescentou o Secretário-Geral em um comunicado publicado nesta terça-feira (11). “Com a adoção da resolução alcançamos um entendimento comum da segurança humana de que poderemos fortalecer nossas atividades e estender o alcance da segurança humana para todos”, observou.
Na reunião na segunda-feira, a Assembleia Geral adotou, por consenso, a resolução sobre segurança humana. Na reunião, o representante da Jordânia, que apresentou o segundo rascunho do documento – em nome do outro principal apoiador, o Japão, e da chamada Rede de Segurança Humana – disse que o texto torna claro que a segurança humana foi diferenciada do princípio reconhecido como “responsabilidade de proteger”, embora ele encarregue os Governos com o papel principal de garantir a sobrevivência, subsistência e dignidade de seus cidadãos.
Algumas vezes conhecido como “R2P”, o princípio da responsabilidade de proteger obriga Estados responsáveis a proteger suas populações de genocídios, crimes de guerra, limpeza étnica e pede que a comunidade internacional intervenha se essa obrigação for descumprida.
“Guiados pelos princípios da Carta das Nações Unidas, a segurança humana reúne os três pilares da Organização e procura promover uma maior coerência na nossa resposta a vários desafios que as pessoas enfrentam em todo o mundo”, disse o chefe da ONU.