Ban lança campanha mundial pelo desarmamento nuclear

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, acaba de lançar a Campanha WMD-WeMustDisarm (Precisamos nos Desarmar), dando início a contagem regressiva para o Dia Internacional da Paz, em 21 de setembro. O tema da campanha desse ano é o desarmamento e a não-proliferação nuclear.

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, acaba de lançar a Campanha WMD-WeMustDisarm (Precisamos nos Desarmar), dando início a contagem regressiva para o Dia Internacional da Paz, em 21 de setembro.

O tema da campanha desse ano é o desarmamento e a não-proliferação nuclear. A estratégia de divulgação da campanha é propagar a mensagem utilizando novas mídias e redes sociais, como o Facebook, o MySpace e o Twitter – o próprio Secretário-Geral será, inclusive, responsável pelos 10 primeiros “tweets” da campanha.

“A menos que lutemos pelo desarmamento e pela não-proliferação de armas nucleares, continuaremos vivendo com a ameaça constante de sua existência e com a possibilidade de que mais Estados e grupos terroristas tenham acesso a elas. Por isso, nos próximos 100 dias a ONU e seus parceiros estarão trabalhando para mostrar à população mundial as verdadeiras consequências das armas nucleares”, disse o Secretário-Geral no lançamento da campanha.

Entre os parceiros na divulgação desses ideais estão os atores Michael Douglas, Mensageiro da Paz da ONU, e Rainn Wilson, que tem mais de 800 mil seguidores no Twitter.

Veja abaixo a mensagem do Secretário-Geral por motivo do lançamento da campanha:
Mensagem do Secretário-Geral faltando 100 dias para o Dia Internacional da Paz

(13 de junho de 2009)

O Dia Internacional da Paz, que se celebra todos os anos em 21 de setembro, é um apelo mundial ao cessar-fogo e à não-violência. É um tempo para refletir sobre o horror e o preço da guerra e sobre os benefícios de resolvermos nossas diferenças por meios pacíficos. Este ano, vou aproveitar este dia para pedir aos governos e aos cidadãos do mundo que se concentrem nas importantes questões do desarmamento e da não-proliferação nuclear.

O fim da Guerra Fria ajudou a afastar a ameaça de uma catástrofe nuclear que pairou sobre toda uma geração desde o fim da Segunda Guerra Mundial. No entanto, essa ameaça persiste, como pudemos comprovar recentemente. Se não trabalharmos arduamente em prol do desarmamento e da não-proliferação nucelares, continuaremos enfrentando as ameaças das armas nucleares existentes, bem como o risco de mais Estados, ou mesmo terroristas, adquirem e utilizem essas armas, que podem aniquilar milhões de pessoas.

Esta perspectiva alarmante está sendo contrabalançada pelo novo empenho demonstrado pelos dirigentes mundiais em resolver a questão das armas nucleares. Os Estados Unidos e a Rússia deram a entender estar dispostos a reduzir seus arsenais nucleares. Além disso, a Conferência sobre Desarmamento, em que participam todos os Estados que possuem armas nucleares, conseguiu recentemente superar um impasse que se mantinha há dez anos, tendo concordado em trabalhar para resolver algumas das principais questões relacionadas com o desarmamento e a não-proliferação.

Temos de manter o dinamismo gerado. Para esse efeito, lanço a campanha “WMD – WeMustDisarm” (“Precisamos nos Desarmar”). Durante os próximos 100 dias a ONU e os seus parceiros no mundo inteiro vão trabalhar para sensibilizar as pessoas para os verdadeiros custos e perigos das armas nucleares. Entre hoje e o dia 21 de setembro, apresentaremos 100 razões para nos desarmar, através do Twitter, do MySpace, do Facebook, de mensagens de correio eletrônico e de texto, através da rádio e passando a mensagem a amigos. Algumas celebridades irão também nos ajudar a difundir essa mensagem.

E, para terminar, quando celebrarmos o Dia Internacional da Paz com os dirigentes mundiais reunidos em Nova York, por ocasião da 64ª sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas, proclamarei uma mensagem forte e simples: Precisamos nos Desarmar!