Ban pede fim das armas de destruição em massa ‘de uma vez por todas’

Lembrando que a eliminação das armas de destruição em massa foi um dos princípios fundadores das Nações Unidas e alvo da primeira resolução adotada pela Assembleia Geral da ONU, o secretário-geral Ban Ki-moon enfatizou a necessidade de a comunidade internacional focar seriamente suas atenções no desarmamento nuclear.

Conselho de Segurança da ONU debate os desafios enfrentados na eliminação das armas de destruição em massa. Foto: ONU/Rick Bajornas

Conselho de Segurança da ONU debate os desafios enfrentados na eliminação das armas de destruição em massa. Foto: ONU/Rick Bajornas

Lembrando que a eliminação das armas de destruição em massa foi um dos princípios fundadores das Nações Unidas e alvo da primeira resolução adotada pela Assembleia Geral da ONU, o secretário-geral, Ban Ki-moon, enfatizou a necessidade de a comunidade internacional focar seriamente suas atenções no desarmamento nuclear.

“Peço a todos os Estados que foquem em uma verdade predominante: a única forma certa de evitar a destruição humana, ambiental e existencial que essas armas podem causar é erradica-las de uma vez por todas”, disse Ban em declarações durante debate no Conselho de Segurança sobre a não proliferação de armas de destruição em massa.

“Nós — a comunidade internacional — precisamos garantir que a estrutura do desarmamento e da não proliferação seja completamente implementada, e que seja resiliente e versátil o suficiente para se firmar em um ambiente de constante transformação”, acrescentou.

Em suas declarações, Ban disse que o sucesso da prevenção à disseminação das armas de destruição em massa oferece algum conforto de que os tratados multilaterais, incluindo o Tratado de Não Proliferação Nuclear, a Convenção de Armas Químicas, e a Convenção de Armas Biológicas, e instrumentos incluindo a resolução 1540 do Conselho de Segurança, sejam “robustos e testados”.

Adotada em 2004, a resolução 1540 afirma que a proliferação de armas nucleares, químicas e biológicas constituem uma ameaça à paz e segurança internacionais.

Mas o secretário-geral também afirmou que os desafios do desarmamento e da não proliferação estão crescendo. Segundo ele, avanços tecnológicos tornaram os meios de produção e métodos de entrega dessas armas mais acessíveis.

Ao abordar a ameaça das armas biológicas, o secretário-geral da ONU disse que após sérios surtos de ebola e febre amarela, ele está “muito preocupado” com o fato de a comunidade internacional não estar adequadamente preparada para evitar ou responder a um ataque biológico.

Os debates no Conselho de Segurança também ocorrem pouco antes de serem divulgados resultados de uma investigação de um ano para determinar quem está por trás de ataques químicos mortais promovidos na Síria desde o início da guerra civil no país.

Em comunicado, o secretário-geral declarou que a expectativa é de que o Conselho de Segurança faça considerações sobre o relatório da investigação em 30 de agosto, sendo que o documento estará disponível publicamente logo depois dessa data.