“Sabemos que Mianmar pode enfrentar os desafios da democracia”, afirmou Ban em discurso no Parlamento do país.
Em discurso histórico para o Parlamento de Mianmar, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, enfatizou a importância das parcerias entre as lideranças políticas do país e a comunidade internacional, no sentido de fazer avançar o processo de reconciliação nacional e de transição democrática. Essa foi a primeira vez que um convidado externo discursou no parlamento do país.
“As mudanças dramáticas que percorrem Mianmar inspiraram o mundo, e sabemos que as suas ambições para o futuro vão ainda mais alto”, disse Ban. “Sabemos que Mianmar pode enfrentar os desafios da democracia, reconciliação e desenvolvimento, mas isso exigirá determinação total”. Em seu discurso, o chefe da ONU também delineou uma agenda de quatro pontos de ação para promover a reconciliação nacional e a transição democrática no momento classificado por ele como histórico.
A agenda deve considerar o aumento de investimentos em saúde e educação para que a população possa ver rapidamente os benefícios da transição democrática em suas vidas diárias; a ampliação da ajuda internacional visando o desenvolvimento; a implementação de medidas que acelerem o processo de reconciliação, tais como reassentar as comunidades deslocadas e libertar presos políticos; e o estímulo a uma cultura de inclusão, que respeite os direitos humanos e, em particular, o direito à liberdade de expressão.
“Deve ser dada prioridade nacional a normas inclusivas de direitos humanos, juntamente com os direitos de auto-expressão de grupos étnicos”, disse. Ban Ki-moon também pediu à comunidade internacional para auxiliar o desenvolvimento de Mianmar.
No início deste mês, os cidadãos de Mianmar foram às urnas para votar em representantes dos 48 assentos parlamentares. A líder pró-democracia Aung San Suu Kyi assumiu uma posição na câmara baixa do parlamento. As eleições fazem parte de reformas democráticas lideradas pelo presidente Thein Sein.