Cerca de 922 mil pessoas estão deslocadas em todo o país. Organismo pretende agir rapidamente, com a ajuda de parceiros e da sociedade civil, para estabelecer serviços de emergência médica e programas públicos de prevenção.

Pessoas fogem do conflito na República Centro-Africana (RCA). Foto: ACNUR/Djerassem Mbaiorem
O vice-presidente do Banco Mundial para a África, Makhtar Diop, anunciou que o banco responderá à crise na República Centro-Africana (RCA) com um apoio de 100 milhões de dólares.
“Nós estamos trabalhando rapidamente para mobilizar 100 milhões de dólares para ajudar a restabelecer os serviços governamentais básicos e dar às pessoas o que elas precisam para sobreviver a esta provação e retomar as suas vidas”, afirmou Diop.
Assim, os primeiros apoios serão para ajudar deslocados internos e refugiados que tiveram de se deslocar para países vizinhos. O Banco Mundial pretende agir rapidamente, com a ajuda de parceiros e da sociedade civil, para estabelecer serviços de emergência médica e programas públicos de prevenção a surtos de doenças entre os refugiados.
Criar empregos e apoiar programas alimentares são outras das prioridades a fim de reduzir os efeitos devastadores da deslocação de comunidades e o colapso da produção agrícola durante a crise.
Segundo o Escritório da ONU de Coordenação Humanitária (OCHA), cerca de 922 mil pessoas estão deslocadas em todo o país, com quase 500 mil deslocados internos somente na capital, Bangui.
Desde o dia 3 de janeiro, mais de 108 mil crianças em idade de 6 meses a 15 anos foram vacinadas contra o sarampo em 70 locais com deslocados em Bangui. Um total de 18.489 crianças menores de 5 anos receberam a vacina oral contra a poliomielite. A FAO, no entanto, alertou para o risco de uma crise alimentar no país.