Banco Mundial financia projeto para promover a inclusão social de grupos minoritários na Bahia

O projeto beneficiará cerca de 11 milhões de pessoas vulneráveis na Bahia, que incluem mulheres, afrodescendentes, quilombolas e populações rurais e indígenas. 

Na Bahia, a produtividade da agricultura familiar de pequena escala é baixa e carece de técnicas modernas para aumentar a sua produção. Foto: FAO

Na Bahia, a produtividade da agricultura familiar de pequena escala é baixa e carece de técnicas modernas para aumentar a sua produção. Foto: FAO

Com o objetivo de promover a inclusão social na Bahia por meio da melhoria de serviços públicos, a diretoria do Banco Mundial aprovou um empréstimo de 400 milhões de dólares na quarta-feira (30) para o projeto de Fortalecimento da Gestão Fiscal e a Promoção de Serviços Públicos Melhores e Mais Inclusivos. A iniciativa beneficiará cerca de 11 milhões de pessoas vulneráveis no estado, que incluem as mulheres, os afrodescendentes, os quilombolas e as populações rurais e indígenas.  

Com 15 milhões de habitantes, a Bahia apresenta uma grande disparidade na distribuição dos recursos financeiros, institucionais e técnicos, o que afeta diretamente a qualidade dos serviços públicos. A incidência de pobreza moderada e extrema nas famílias chefiadas por mulheres é 10% maior do que nas lideradas por homens. Além disso, em conjunto, a população de afrodescendentes e indígenas corresponde a 84% dos habitantes em extrema pobreza.  

“Promover a inclusão por meio de uma melhor oferta de serviços ajudará a Bahia a reduzir a pobreza e expandir o desenvolvimento socioeconômico”, afirmou a diretora do Banco Mundial no Brasil, Deborah Wetzel. “O objetivo deste projeto é ajudar os pobres a sair da extrema pobreza. Tornar os serviços públicos acessíveis para todos proporcionará iguais oportunidades econômicas às pessoas de baixa renda e aos grupos vulneráveis”, acrescentou.  

O governador do estado da Bahia, Jaques Wagner, ressaltou que o primeiro passo deste projeto será reformar o sistema fiscal para seja integrado em todo o estado, através de programas de prestação de serviços para todas as populações. Além disso, o projeto deve aumentar a receita e melhorar a alocação de recursos para investir no aperfeiçoamento dos serviços públicos, como educação e saúde e reduzir as disparidades regionais na sua oferta.