Banco Mundial: Produtores independentes desafiam empresas no Sul do Brasil

A região mostra que os empreendedores rurais têm cada vez mais modelos de negócio para escolher novas opções para melhorar a renda, algo que pode inspirar a América Latina e outras regiões agrícolas.

Gilberto Giombelli, produtor de frango. Foto: Banco Mundial/Mariana Kaipper Ceratti

Gilberto Giombelli, produtor de frango. Foto: Banco Mundial/Mariana Kaipper Ceratti

O Brasil é o maior exportador e o segundo maior produtor de aves do mundo, atrás apenas da China e Santa Catarina é o segundo estado brasileiro que mais produz frango. Grandes empresas do setor atuam lá e compram as aves de milhares de pequenos agricultores. O Sul do Brasil mostra que os empreendedores rurais têm cada vez mais modelos de negócio para escolher novas opções para melhorar de renda, algo que pode inspirar a América Latina e outras regiões agrícolas.

É o que prova casos como os do produtor de frango, Gilberto Giombelli, e o produtor de suínos, Josimar Sordi, ambos donos de frigoríficos que trabalham de forma independente.

“Por mais de 20 anos meu sogro criou frango para vender a uma grande empresa. A nossa renda era mínima”, conta Gilberto. O sogro de Gilberto participava de um sistema chamado pelos catarinenses de “integração”, onde as fábricas fornecem as aves, a ração e a assistência de veterinários e outros profissionais. Quando o sogro passou o negócio para Gilberto, a família declarou independência, após essa decisão a produção e a renda aumentaram o suficiente para garantir o sustento.

No caso de Josimar, sua pequena indústria, aberta pela família dele e mais duas, foi montada em parte com recursos do SC Rural e de outros projetos de apoio à pequena agricultura. Se antes o grupo vendia os animais para grandes empresas, agora apresenta salames, linguiças e cortes de porco congelados aos mercados da região.

Os bons resultados de empreendedores como Sordi e Giombelli não significam que a independência seja o único caminho de sucesso para os agricultores familiares, esclarece o economista Diego Arias, do Banco Mundial.