Para chefe da União Internacional de Telecomunicações, é necessário identificar formas que permitam a todos os países implementar redes e serviços que os ajudarão a sair da pobreza.

Arte: UIT
A infraestrutura para banda larga, aplicativos e serviços tornaram-se fundamentais para impulsionar o crescimento, a prestação de serviços sociais, melhorar da gestão ambiental e transformar a vida das pessoas. A afirmação está no manifesto “Soluções Transformadoras pós-2015“, divulgado nesta terça-feira (26) pela Comissão de Banda Larga para o Desenvolvimento Digital. O documento foi assinado por 48 membros da Comissão, juntamente com representantes da indústria, da sociedade civil e das Nações Unidas.
“O papel vital da banda larga precisa ser reconhecido no núcleo de qualquer estrutura de desenvolvimento sustentável pós-2015 para garantir que todos os países – desenvolvidos e em desenvolvimento – estejam aptos a participar na economia digital global”, diz o manifesto.
De acordo com dados divulgados pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) em outubro deste ano, a banda larga móvel para smartphones e tablets tornou-se o segmento de crescimento mais rápido no mercado mundial das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). A UIT estima que até o fim de 2013 haverá 6,8 bilhões de assinaturas para celulares – quase o mesmo número da população mundial.
“A pesquisa mostra claramente que a UIT e os governos estão priorizando as TICs como uma alavanca para o crescimento socioeconômico”, disse o secretário-geral da UIT, Hamadoun I. Touré. “Agora, como nós nos esforçamos para definir um novo modelo de desenvolvimento global sustentável, precisamos identificar formas que permitam que todos os países implementem as redes e serviços que ajudarão a tirá-los da pobreza.”
Entre 2008 e 2012, os preços da banda larga fixa caíram 82% em geral – de 115,1% do rendimento médio mensal per capita em 2008 para 22,1% em 2012 -, a maior queda ocorreu nos países em desenvolvimento. A meta de acessibilidade global de banda larga definida em 2011 pela Comissão de Banda Larga para o Desenvolvimento Digital deve reduzir o custo do serviço de banda larga de entrada para menos de 5% da renda média mensal.