Edição de 6 de novembro de 2017.
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A Organização das Nações Unidas no Brasil lança, no próximo dia 7 de novembro, a campanha “Vidas Negras”, pelo fim da violência contra jovens negros.
A iniciativa, ligada à Década Internacional de Afrodescendentes, envolve os 26 organismos da equipe de país da ONU. O objetivo é sensibilizar sociedade, gestores públicos, sistema de Justiça, setor privado e movimentos sociais a respeito da importância de políticas de prevenção e enfrentamento da discriminação racial.
A cada sete minutos, em algum lugar do mundo, uma criança ou adolescente é morto pela violência. Somente em 2015, mais de 82 mil meninos e meninas de dez a 19 anos morreram vítimas de homicídios ou de alguma forma de conflito armado ou violência coletiva. Desses óbitos, 24,5 mil foram registrados na América Latina e no Caribe. Os dados são de um novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Agência da ONU aponta que o Brasil é o sétimo país que mais mata jovens.
Nos países latino-americanos e caribenhos, a taxa média de homicídios entre adolescentes foi estimada em 22,1 assassinatos para cada grupo de 100 mil adolescentes — índice quatro vezes maior que a média global. O Brasil tem a quinta maior taxa da região (59).
Estudos apontam que 8 milhões de toneladas de plásticos acabem nos oceanos todos os anos e que, até 2050, 99% das aves marinhas terão consumido plástico. Os desertos de lixo plástico no fundo dos oceanos têm uma origem: a produção e consumo excessivos de descartáveis e seu descarte incorreto.
Para identificar as fontes e desenvolver políticas públicas para mitigar o problema, o Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente) e o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP), promovem, entre 6 e 8 de novembro, no Rio de Janeiro, o I Seminário Nacional sobre Combate ao Lixo no Mar. O encontro terá transmissão ao vivo pela Internet.
A partir desta sexta-feira (3), o Centro de Atendimento ao Turista da Orla Taumanan em Boa Vista (RR) terá um espaço permanente para exposição e venda de artesanato do povo indígena Warao. A inauguração do espaço será celebrada pela exposição “Warao – Gente da Água, Em Movimento”, que reúne fotografias, desenhos e grafismos, e ficará em exibição até 3 de dezembro.
A iniciativa é parte de uma parceria da Universidade Federal de Roraima (UFRR) com Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), entre outros parceiros.
Três novas cidades brasileiras foram incluídas nesta semana (31) na Rede Internacional de Cidades Criativas da UNESCO, que busca promover o desenvolvimento urbano sustentável a partir do compromisso com a criatividade e a cultura. São elas Brasília (DF), Paraty (RJ) e João Pessoa (PB). Cada uma delas possui uma área temática: design; gastronomia; artesanato e artes folclóricas, respectivamente.
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) atualizou na sexta-feira (27) seu alerta epidemiológico sobre febre amarela. Desde o último boletim, de 2 de agosto de 2017, foram notificados novos casos da doença no Brasil, Guiana Francesa e Peru.
Em território brasileiro, uma morte pela doença foi registrada no estado de São Paulo. Em SP, infecções de macacos foram identificadas pela primeira vez nos municípios de Campo Limpo Paulista, Atibaia, Jarinu e na capital. Agência da ONU reiterou que vacinação é medida mais importante de prevenção.
No Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, marcado em 2 de novembro, Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) lembra que profissionais de mídia devem ter ambiente onde possam trabalhar de forma independente e sem interferências. Confira no vídeo.
Com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a Embaixada da Bolívia no Brasil e o Ministério das Relações Exteriores promovem nos próximos dias 7 e 8 de novembro, na cidade boliviana de Puerto Suarez, uma Oficina Técnica Preparatória para a Reunião do Comitê Binacional de Integração Bolívia-Brasil. Evento discutirá a criação de um programa de produção de vegetais e leguminosas, tendo em vista o fortalecimento da agricultura familiar e da comercialização entre os dois países.
Uma roda de conversa especial reuniu na terça-feira (31) 25 mulheres de diferentes países na sede do Programa de Atendimento a Refugiados (PARES) da Cáritas do Rio de Janeiro. No marco da campanha mundial Outubro Rosa, que aborda os cuidados de prevenção do câncer de mama, profissionais da rede municipal de saúde do Rio estiveram na organização, parceira da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), para falar sobre a doença com refugiadas e solicitantes de refúgio.
A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, das 60 mil pessoas assassinadas por ano no país, 67,9% têm entre 15 e 19 anos e, destes, 71,5% são negros e negras. Entre a população jovem negra assassinada, 93,4% são do sexo masculino.
Para o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), os homicídios são a ponta do iceberg de uma série de violações de direitos da juventude. “É necessário fortalecer trajetórias e investir em juventude, incluindo uma vida sem discriminação e violência, sem racismo, com o devido acesso à Justiça, à educação de qualidade, à saúde e ao emprego digno”, afirmou Anna Cunha, oficial de programa da agência da ONU.
A violência afeta todos os grupos de mulheres e meninas, independentemente da renda, idade ou educação. No entanto, aquelas que vivem em áreas rurais enfrentam diferentes riscos e desafios na resposta à violência. O contexto rural inclui elevados níveis de pobreza, menor acesso à educação superior e ao trabalho decente, menor capacitação econômica e proteção social, o que aumenta ainda mais a vulnerabilidade de mulheres que estão em relacionamentos abusivos.
O tema é destaque do Dia Laranja Pelo Fim da Violência contra as Mulheres, lembrado a cada dia 25 pelas agências das Nações Unidas no Brasil, em especial pela ONU Mulheres.
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) preparou um guia de perguntas e respostas para tirar dúvidas da população brasileira sobre o Protocolo de Montreal — um tratado internacional para proteger a camada de ozônio. Em 2017, o documento completa 30 anos.
Cerca de 200 pessoas reuniram-se na Fundição Progresso, no centro do Rio de Janeiro, na terça-feira (24), para o aniversário de 72 anos das Nações Unidas, celebrado com o show de uma banda de refugiados africanos e outra de artistas da Baixada Fluminense. O evento teve como foco a Década Internacional de Afrodescendentes, adotada em 2015 pelos Estados-membros da ONU, entre eles o Brasil, para enfrentar o racismo.
“A grande participação neste evento mostra que a ONU pode ter uma imagem menos formal, menos protocolar”, disse o diretor do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio), Maurizio Giuliano, organizador da festa. “Precisamos estar mais perto dos jovens, das pessoas para as quais trabalhamos, abraçando suas diversidades de opiniões, raças, culturas”.
O show para comemorar o aniversário das Nações Unidas, realizado na terça-feira (24) na Fundição Progresso, no centro do Rio de Janeiro, contribuiu para divulgar o trabalho da ONU localmente e para integrar a Organização à vida cultural da cidade, na avaliação das agências que contribuíram para que o evento acontecesse.
O encontro reuniu cerca de 200 pessoas e contou com a apresentação musical da banda Bomoko, formada por refugiados de Angola e da República Democrática do Congo, e de representantes do coletivo Baixada Nunca se Rende, composto por mais de 100 artistas da Baixada Fluminense.
Em artigo, o diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser, disse que, segundo indicadores do relatório Doing Business 2018, o país melhorou levemente seu ambiente de negócios em comparação com o ano passado, aproximando-se das melhores práticas regulatórias mundiais.
Segundo ele, o Brasil começou a resolver algumas das maiores restrições a se fazer negócios no país. Alguns desses esforços terão reflexos em avaliações futuras, outros estão fora do escopo dos indicadores do Banco Mundial. Leia o artigo completo.
Na véspera da Cúpula Mundial de Hepatites no Brasil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) registra um panorama de fortalecimento global na resposta às hepatites virais. Cerca de 3 milhões de pessoas conseguiram obter tratamento para hepatite C nos últimos dois anos e, em 2016, mais 2,8 milhões de pessoas iniciaram o tratamento para a hepatite B.
O Sistema das Nações Unidas no Brasil divulgou uma nota manifestando preocupação com a portaria do Ministério do Trabalho e Emprego que altera a definição conceitual de trabalho escravo para fins de fiscalização e resgate de trabalhadores e trabalhadoras.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (19), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) critica a mudança no conceito de trabalho análogo à escravidão instituída pela Portaria n. 1129, do Ministério do Trabalho. Para agência da ONU, alteração pode enfraquecer ações de fiscalização. Organismo pediu debate democrático para rever definição legal da violação.
A empresa de cosméticos L’Oréal, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) premiaram na semana passada (24) no Rio de Janeiro as vencedoras da 12ª edição do programa “Para Mulheres na Ciência”.
Sete pesquisadoras foram reconhecidas pela qualidade e potencial de seu trabalho. O prêmio garante visibilidade e continuidade dos projetos escolhidos nas áreas de Ciências da Vida, Química, Física e Matemática, com o incentivo de uma bolsa-auxílio no valor de 50 mil de reais para cada.
O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF Social) realizam nessa terça-feira (31) um seminário sobre o esporte como ferramenta para a construção da paz, especialmente em comunidades vulneráveis. Encontro contará com representantes do município do Rio de Janeiro, de organizações internacionais e do terceiro setor. O evento ocorre no auditório da CBF do estado do Rio de Janeiro.
Entre maio e setembro de 2017, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) cruzou toda a região de Carajás, no sudeste do Pará, com o objetivo de apresentar à população local uma proposta de Agenda Regional de Trabalho Decente.
Uma agenda de trabalho decente é um compromisso tripartite, feito entre governos e organizações de trabalhadores e empregadores, para impulsionar o desenvolvimento sustentável e a inclusão social através da promoção do trabalho decente, com base em parcerias locais.
O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil apoiou oficina realizada na semana passada (19 e 21) em Anchieta, no Espírito Santo, com o objetivo de qualificar e capacitar jovens entre 18 e 26 anos para atuarem como multiplicadores em ações de prevenção ao HIV em seus estados.
A prevenção combinada engloba, além do uso do preservativo, o tratamento como prevenção, a Profilaxia Pós-exposição (PEP) e a Profilaxia Pré-exposição (PrEP).
A mudança do clima afeta diretamente a capacidade de desenvolvimento dos países, alertou na quinta-feira (26) o coordenador-residente interino da ONU no Brasil, Didier Trebucq, durante seminário em Brasília (DF) sobre o tema.
“Desastres naturais levam 24 milhões de pessoas por ano à pobreza e estão diretamente ligados à mudança do clima”, disse Trebucq, durante o evento realizado pelo Sistema ONU no Brasil com apoio de Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL), ONU Meio Ambiente, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).
Ao examinar pesquisas domiciliares de 17 países da América Latina no período 2002-2015, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) concluiu que “menos de três em cada 10 lares latino-americanos estão em situação de níveis mínimos de dupla inclusão, ou seja, satisfazem os níveis mínimos de inclusão social e laboral simultaneamente”.
O conceito de dupla inclusão — social e laboral — remete, por um lado, ao acesso universal à educação, à saúde e à proteção social, assim como à infraestrutura básica (energia, água potável e saneamento), e, por outro, ao trabalho decente, ou seja, a empregos de qualidade, remunerados em condições dignas, com acesso a direitos e à proteção social.
Duas mulheres representarão o Brasil na Competição Internacional de Pôsteres sobre o Holocausto: Barbara Nudelman e Júlia Cristofi. A etapa brasileira foi promovida pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) em conjunto com representantes do Yad Vashem no Brasil.
Os quatro pôsteres selecionados foram encaminhados para o comitê internacional para a próxima etapa do concurso, da qual participam artistas do mundo todo. O concurso é uma parceria do Yad Vashem – memorial oficial de Israel para as vítimas do Holocausto – e o Programa das Nações Unidas para Divulgação do Holocausto.
O Botafogo fechou a 30ª rodada do Brasileirão com uma vitória e uma ação de conscientização especial. Na noite da segunda-feira (23), ao enfrentar — e vencer por 2×1 — o Corinthians, o time carioca abriu as portas do Estádio Nilton Santos para a ONU.
Em iniciativa para marcar o início de uma parceria entre o clube e o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT), crianças botafoguenses entraram em campo carregando os símbolos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os jogadores exibiam a marca da agência nas mangas.
Na América Latina e no Caribe, o sobrepeso entre as crianças com menos de cinco anos chega a 7%. No mundo, a taxa é de 6%. No Brasil, 7,3%. Cenário preocupa a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que lançaram neste mês um relatório regional sobre nutrição.
A indiferença em relação à violência sexual é inaceitável, disse na quinta-feira (19) a chefe global da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, cujo mandato é promover a igualdade de gênero no mundo. Ela pediu que mulheres e homens levantem suas vozes contra atos de agressão sexual.
As declarações foram feitas após o início do movimento #MeToo (#EuTambém) nas redes sociais de diversos países, no qual mulheres relataram ter sido vítimas de violência sexual. A iniciativa mostra “o quanto há de errado quando as pessoas podem agir impunemente em uma cultura do silêncio”, disse a chefe da agência das Nações Unidas.
Patrimônio Mundial pela UNESCO, o Cais do Valongo, maior ponto de desembarque do tráfico transatlântico – entre os séculos 16 ao 19 –, recebeu a visita do rei Ashanti de Gana, Otumfuo Osei Tutu II. Durante visita ao Brasil, o rei conheceu um pouco mais sobre a herança africana na cidade do Rio de Janeiro.
Estima-se que, apenas no século 19, entre 500 mil e 900 mil africanos escravizados tenham passado pelo cais, nomeado como Patrimônio da Humanidade em julho deste ano. Saiba como foi a visita nesta matéria do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).
A ONU Mulheres manifestou nesta quarta-feira (18) preocupação com o processo de revisão da Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), o que, segundo a agência das Nações Unidas, pode comprometer a prerrogativa da legislação de proteger mulheres em situação de violência.
“Tais projetos de lei podem trazer avanços e retrocessos à aplicação da Lei Maria da Penha. Se forem analisados de forma fragmentada e sem consulta pública, podem desconfigurar seu caráter integral, multidisciplinar e especializado e a sua efetividade no enfrentamento à violência contra as mulheres no Brasil”, disse a representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, em comunicado.
Meninas ouvem que são lindas, fofas, delicadas. Meninos, que são fortes, espertos, corajosos. Mas de que forma esses adjetivos reforçam estereótipos de gênero? Para debater a forma como a sociedade celebra e caracteriza suas crianças, a Avon e a ONU Mulheres lançaram nesta terça-feira (17) o documentário Repense o Elogio. Obra visa estimular pais, educadores e adultos em geral a ampliar o vocabulário usado na hora de elogiar as pequenas e os pequenos.
O escritório para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) expressam nesta sexta-feira (13) profunda preocupação com a aprovação pelo Congresso de um projeto de lei que altera o Código Penal Militar para que homicídios dolosos de civis cometidos por agentes das Forças Armadas sejam julgados por tribunais militares.
“A justiça militar deve apenas julgar militares acusados de crimes de caráter exclusivamente militar ou infrações de disciplina militar”, disse o representante para América do Sul do ACNUDH, Amerigo Incalcaterra.
“Este projeto de lei é incompatível com as obrigações internacionais assumidas pelo Brasil em matéria de direitos humanos”, afirmou o presidente da Comissão Interamericana, Francisco Eguiguren.
Em relatório divulgado na quinta-feira (12), o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que as crescentes desigualdades e a desaceleração econômica no mundo todo ampliaram as discussões sobre políticas de apoio ao crescimento inclusivo.
Citando programas de transferência de renda da América Latina, como o brasileiro Bolsa Família, o relatório discute políticas fiscais de redução das desigualdades, entre elas a maior tributação do topo da pirâmide, a introdução da renda mínima universal e maiores investimentos em saúde e educação.
A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) encerrou oficialmente, por meio de uma cerimônia, suas atividades no último dia 5 de outubro. Representante do secretário-geral destacou progressos desde a chegada da operação, há 13 anos. Confira nesse vídeo.
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