Edição de 5 de agosto de 2019.
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Carlos, de 35 anos, tinha uma vida confortável na Venezuela. Formado em Jornalismo e trabalhando como gerente de produção em uma emissora estatal de TV, levava uma vida tranquila com Marifer, que é sua companheira há oito anos.
Em 2016, em meio à crise no país, o jornalista foi sequestrado e espancado. Na sequência do crime, o venezuelano começou a receber ameaças contra seus pais. Carlos decidiu que era hora de se separar da esposa e da filha para buscar segurança no Brasil. O relato é da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).
A Rede Brasil do Pacto Global — aliança corporativa alinhada aos valores da ONU — lançou na quarta-feira (31) um guia para que empresas de alimentação e o agronegócio adequem suas atividades produtivas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O chamado Manual do Replicador vai ajudar companhias do setor a buscar modelos mais responsáveis de cultivo e fabricação de alimentos.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Comissão Municipal para a Erradicação do Trabalho Escravo (COMTRAE) de São Paulo apresentaram em julho (18) os resultados preliminares do primeiro monitoramento do Plano Municipal para Erradicação do Trabalho Escravo, bem como a proposta de Fluxo de Atendimento à Pessoa Submetida ou Vulnerável ao Trabalho Escravo, durante oficina técnica realizada na capital paulista.
Os resultados preliminares mostram que 68,2% dos indicadores monitorados foram considerados cumpridos ou parcialmente cumpridos. Desses, a maioria (41,46%) necessita de acompanhamento permanente e sistemático. Dos sete eixos estratégicos, o de prevenção foi o que apresentou maior índice de ações cumpridas e parcialmente cumpridas. O eixo de geração de emprego e renda foi o que menos avançou, pois não apresentou qualquer indicador totalmente cumprido.
Os resultados serão desdobrados em outras ações coordenadas pela COMTRAE, que serão importantes na prevenção e enfrentamento do trabalho escravo em São Paulo e na construção do trabalho decente para todos.
Na América Latina e Caribe, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) pediu a implementação de leis que garantam às mães que trabalham o apoio e os intervalos necessários na rotina para a amamentação. O apelo foi feito por ocasião da Semana Mundial do Aleitamento Materno, lembrada de 1º a 7 de agosto.
O Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) realizou no fim de julho (30 e 31), em parceria com o governo de Alagoas e a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA-AL), o workshop “Construindo capacidades: A Nova Agenda Urbana e o desenvolvimento do estado de Alagoas”.
O workshop é a terceira atividade realizada em 2019 pelo Programa de Capacitação e Treinamento implementado pelo ONU-HABITAT em Alagoas, que tem como objetivo capacitar servidores diretamente envolvidos na formulação e implementação de políticas e programas do governo. A intenção é fortalecer o engajamento do estado com a prosperidade urbana sustentável e inclusiva.
A distância e o sinuoso trajeto entre a Venezuela e o Brasil não assustaram Yennyfer Espinoza, de 30 anos. Mãe de três filhos, a venezuelana decidiu deixar seu país para dar melhores condições de vida para as crianças e buscar tratamento para a menina mais velha, diagnosticada com autismo.
Com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a família encontrou assistência médica na rede pública de Roraima, onde os remédios necessários ao tratamento saíram de graça.
Apenas quatro em cada dez bebês no mundo são alimentados exclusivamente com o leite materno nos primeiros seis meses de vida, conforme recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A estatística foi divulgada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) nesta quinta-feira (1º), data em que tem início a Semana Mundial de Amamentação.
Nos países de renda média e alta, 23,9% das crianças são alimentadas somente com o leite da mãe em seu primeiro semestre após o nascimento. No Brasil, o índice foi estimado em 38,6%, de acordo com o UNICEF e a OMS.
A infraestrutura escolar é um dos fatores determinantes para a qualidade da educação. É sob essa prerrogativa que a representação no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) decidiu encomendar à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) a pesquisa que deu origem à publicação “Qualidade da Infraestrutura das Escolas Públicas do Ensino Fundamental no Brasil”.
Segundo o estudo, as escolas federais e particulares apresentam médias mais altas do que as estaduais e municipais no que se refere à infraestrutura. Porém, de 2013 para 2017, houve evolução em todas as redes, sobretudo nas escolas municipais, exatamente as que mais precisam melhorar, de acordo com o relatório.
Tendo como foco os estabelecimentos de ensino públicos estaduais e municipais, observa-se que as escolas em áreas urbanas têm médias de infraestrutura superiores às das áreas rurais. Porém, mesmo entre as escolas urbanas, merece atenção o baixo valor do indicador Atendimento Educacional Especializado (AEE), que mensura a existência de recursos para inclusão. Leia a reportagem completa.
Em 2018, o Brasil recebeu 80.057 solicitações de refúgio de estrangeiros. Desse número, 61.681 foram feitas por venezuelanos. Os dados são de balanço divulgado neste mês pelo Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) e pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).
A pesquisa mostra ainda que o Brasil acumula mais de 160 mil pedidos de refúgio em análise, feitos em 2018 e em anos anteriores. Desses requerimentos, 52% são de venezuelanos; 10%, de haitianos; 5%, de senegaleses; e 4%, de cubanos.
As múltiplas dimensões da gestão escolar são o tema do seminário realizado em Maceió (AL), nesta semana, pela Secretaria Municipal de Educação (SEMED), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O evento, que segue até a próxima sexta-feira (2), visa capacitar gestores de escolas da rede municipal de ensino, além de compartilhar boas práticas e refletir sobre o pacto de gestão – documento que compactua metas entre gestores e a secretaria.
Entre os temas em debate estão a resiliência escolar como fator de desenvolvimento educacional, o enfrentamento de conflitos que influenciam o clima escolar, a administração eficiente, a importância da organização para bons resultados e a gestão no âmbito da base comum curricular. As palestras e os painéis de apresentação e debate são liderados por especialistas da área.
Na semana em que a ONU comemora o Dia Internacional da Amizade, 30 de julho, os integrantes da banda de pop sul-coreano BTS divulgaram na terça-feira um vídeo de conscientização sobre o bullying nas escolas.
A produção audiovisual pede que os jovens respeitem uns aos outros e iluminem o dia de um colega com atos de gentileza e bondade. Iniciativa faz parte de campanha do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
As políticas públicas e os programas de proteção social são fundamentais para reduzir a fome no mundo, enquanto a qualidade de nossos alimentos deve ser melhorada, afirmou nesta quarta-feira (31) o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, no ato de transmissão do cargo em seu último dia à frente do organismo da ONU.
Seu sucessor, o chinês Qu Dongyu assumirá o cargo na quinta-feira (1º) para um mandato que irá durar até 31 de julho de 2023.
A Prefeitura de São Paulo e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) promovem de 1º a 7 de agosto na capital paulista a II Semana Municipal da Primeira Infância, cujo objetivo é estabelecer um espaço de reflexão, discussão e troca de experiências a respeito da primeira infância, além de promover o envolvimento da sociedade e das famílias na valorização e nos cuidados dessa fase da vida (0 a 6 anos).
Principais vítimas de feminicídio e de mortalidade materna, as mulheres jovens também são as mais afetadas pelo desemprego e pela carga de trabalho não remunerado no Brasil. Numa tentativa de reverter essa situação, o projeto “Mulheres Resilientes = Cidades Resilientes”, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) Brasil, desenvolve uma iniciativa no Piauí que visa ao empoderamento econômico e à autonomia financeira de mulheres de 18 a 29 anos.
Depois de ouvir o governo local e analisar os indicadores da região, o PNUD definiu o empoderamento econômico das mulheres jovens como o principal desafio para o desenvolvimento. As ações do projeto são realizadas em cinco municípios – Teresina, Demerval Lobão, Nazária, José de Freitas e Timon (esse último, no Maranhão) – que, juntos, somam 1,05 milhão do total de 1,25 milhão de habitantes da região.
Como preparação para os Jogos Pan-Americanos, em Lima, no Peru, atletas passam pela tenda educativa do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Lá participam de um quiz sobre doping, prevenção de lesões e enfrentamento a abuso e assédio moral e sexual, e ganham brindes. Até 11 de agosto, 6 mil esportistas passarão pela Vila dos Atletas, entre os quais, 400 da delegação brasileira.
O quiz testa conhecimentos sobre políticas e normas e, posteriormente, os participantes têm acesso às respostas corretas. Assim, aprendem sobre o conteúdo da Política de Combate e Prevenção ao Assédio e Abuso Moral e Sexual no Esporte do COB, elaborada em 2018 com o apoio técnico da ONU Mulheres.
As mulheres negras são 55,6 milhões de pessoas no Brasil. Representam 25% da população e compõem um dos grupos mais vulneráveis ao racismo, machismo e outras formas de discriminação. Os efeitos dessas desigualdades impedem que elas vivenciem direitos em todo o ciclo de vida, porque não acessam ou acessam pouco as oportunidades de desenvolvimento econômico, social e ambiental oferecidos à população brasileira.
Reconhecendo as mulheres negras como sujeitas de direitos e sujeitas políticas, a ONU Mulheres Brasil desenvolve, desde março de 2017, a estratégia de comunicação e advocacy Mulheres Negras Rumo a Um Planeta 50-50 em 2030 em parceria com organizações e entidades nacionais do movimento de mulheres negras para resposta às demandas da Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, ocorrida no ano de 2015.
Muitos governos têm alcançado progressos significativos na luta contra o tabaco, com 5 bilhões de pessoas vivendo atualmente em países que introduziram medidas de controle desse produto, embalagens com imagens chocantes de advertência sanitária e outras medidas eficazes, o que representa quatro vezes mais pessoas do que há uma década.
Para ajudar os países a implementar a Convenção-Quadro, a OMS introduziu as medidas MPOWER, que incluem vigilância do consumo do tabaco e políticas de prevenção; proibição do consumo de tabaco em espaços públicos fechados, locais de trabalho e transportes públicos; apoio para que as pessoas possam parar de fumar.
Segundo informe da OMS, o Brasil se tornou o segundo país depois da Turquia a implementar integralmente todas as medidas MPOWER no seu mais alto nível de consecução.
Neste 29 de julho, o mundo lembra o chamado Dia de Sobrecarga da Terra — a data em que o consumo de recursos do planeta pelos seres humanos ultrapassou a capacidade que a natureza tem de repor esses recursos ao longo do ano.
Para marcar o dia, a ONU Meio Ambiente celebra a trajetória da estilista brasileira Magna Coeli, que decidiu repensar a forma de se fazer moda, reaproveitando sobras de tecido e materiais que normalmente seriam descartados.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) fornecerá apoio técnico para a 2ª Conferência Municipal de Políticas para Imigrantes, que ocorrerá em 8 e 10 de novembro em São Paulo (SP). A agência da ONU dará suporte à preparação, elaboração de documentos internos e sistematização de propostas surgidas a partir do evento.
“Pesquisas indicam que uma boa governança migratória exige a inclusão efetiva de governos municipais e estaduais, com participação dos próprios migrantes na definição e implementação das políticas que os afetam. São Paulo aponta um caminho interessante para muitos outros municípios brasileiros que estão enfrentando desafios semelhantes”, afirma o coordenador de projetos da OIM em São Paulo, Guilherme Otero.
Uma pesquisa sobre venezuelanos que deixaram seu país revelou que metade (50,2%) das famílias entrevistadas enfrentaram ou continuam enfrentando riscos específicos durante suas jornadas por conta de fatores como idade, gênero, saúde e outras necessidades. Há também aqueles que precisaram tomar drásticas decisões para sobreviver, incluindo mendicância, trabalho infantil ou prostituição.
Estes fatores estão entre as descobertas da pesquisa publicada nesta sexta-feira (19) pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Os resultados estão baseados em 7.846 entrevistas conduzidas em diversos países da América Latina e Caribe de janeiro a junho de 2019, nas quais pessoas eram perguntadas sobre suas experiências.
A comunicadora e apresentadora Thaynara OG esteve na quarta-feira (17) no escritório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em Brasília (DF). Na ocasião, entregou um cheque simbólico com o valor de cerca de 200 mil reais, arrecadados pelo evento “São João da Thay”, à representante do UNICEF no Brasil, Florence Bauer.
A terceira edição do São João da Thay, ocorrida em 19 de junho em São Luís (MA), mobilizou autoridades, celebridades e a comunidade em favor dos direitos de crianças e adolescentes.
Os recursos arrecadados foram revertidos para o UNICEF e serão utilizados em iniciativas que melhorem a qualidade de vida de meninos e meninas do Maranhão, segundo estado do Nordeste com a maior probabilidade de as crianças morrerem antes de completar 1 ano de vida.
O especialista independente da ONU Baskut Tuncak anunciou ainda que está recebendo contribuições de organizações da sociedade civil, acadêmicos e defensores de direitos humanos sobre temas como gestão de substâncias e resíduos tóxicos, atividades do setor privado envolvendo químicos perigosos e exposição de grupos vulneráveis a esses compostos. Prazo para enviar informações é 15 de setembro.
Em 2015, 3,8% da população brasileira, o equivalente a quase 7,8 milhões de pessoas, vivia em situação de pobreza multidimensional — isto é, sofria privações no acesso a saúde, educação, água e saneamento, eletricidade e padrões de habitação adequados. A estimativa foi divulgada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em seu mais recente relatório sobre as múltiplas faces da miséria.
A proporção da renda concentrada está menor do que o observado no triênio 2004-2006, mas, desde 2012, o Brasil não registrou variações significativas nessa taxa que é um sintoma da distribuição desigual dos salários entre as parcelas mais ricas e pobres.
Em novo relatório sobre a desigualdade de renda, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que metade de todos os empregados no mundo — em torno de 1,6 bilhão de pessoas — ganham apenas 200 dólares por mês, e os rendimentos mensais dos 10% mais pobres somam apenas 22 dólares.
De 19 a 23 de agosto, o centro de eventos Salvador Hall será transformado em uma “Cidade do Clima” para sediar a Semana do Clima da América Latina e Caribe 2019 (LACCW), organizada para impulsionar a resposta da região à atual emergência climática.
Sediada pelo governo brasileiro, a Semana do Clima é organizada em parceria com organizações internacionais e regionais e pela cidade Salvador (BA).
As conclusões da LACCW irão alimentar os resultados da Cúpula sobre a Ação Climática organizada pelo secretário-geral da ONU em 23 de setembro em Nova Iorque com o objetivo final de impulsionar a ambição e acelerar a implementação do Acordo de Paris e da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
Com a decisão nesta sexta-feira (5) do Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO, Paraty e Ilha Grande se tornam o primeiro sítio misto — reconhecido por suas riquezas naturais e culturais — do patrimônio mundial localizado no Brasil.
Região engloba o Parque Nacional da Serra da Bocaina, o Parque Estadual da Ilha Grande, a Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul, a Área de Proteção Ambiental de Cairuçu e o Centro Histórico de Paraty e Morro da Vila Velha.
Para se beneficiar das tecnologias digitais, países precisam não apenas universalizar o acesso à Internet, mas capacitar cidadãos para atuar na rede e compreender os riscos do mundo online, como a perda de privacidade e a manipulação da informação para fins políticos e econômicos.
A avaliação é do brasileiro e especialista em inteligência artificial Edson Prestes, que integra o Painel de Alto Nível da ONU sobre Cooperação Digital. Saiba mais na matéria do Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC Rio).
Ao empatar com o alemão Miroslav Klose no número de gols marcados em Copas do Mundo, Marta lançou a campanha #GoEqual, que chama a atenção para a imensa desigualdade salarial entre homens e mulheres no esporte e em diversas áreas. O texto da campanha diz: “Bola igual. Campo igual. Regras iguais. Se as mulheres jogam futebol da mesma forma que os homens, por que elas não recebem o devido reconhecimento? O devido apoio? A devida remuneração? Equidade é algo pela qual devemos todas e todos lutar. Afinal, somos iguais”.
No jogo seguinte, ao ultrapassar Klose e se tornar, sozinha, a maior goleadora em Copas do Mundo, entre homens e mulheres, Marta dedicou o feito a todas as mulheres. “A gente está quebrando muitas barreiras. Esse recorde representa bastante, porque não é só a jogadora Marta que quebrou um recorde, mas as mulheres. Em um esporte que, para muitos, ainda é um esporte masculino, nós temos uma mulher como a maior artilheira das Copas. Então é para todas elas.”
No dia em que o levante de Stonewall completou 50 anos, o coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic, assim como funcionárias e funcionários da Organização no país, lembraram em Brasília (DF) o Dia do Orgulho LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Pessoas Trans e Intersexo) com a Campanha Livres & Iguais.
Em 28 de junho de 1969, uma série de manifestações violentas e espontâneas de membros da comunidade LGBTI contra uma invasão da polícia de Nova Iorque ao bar Stonewall Inn, em Manhattan, marcou simbolicamente o início do movimento, que tem demandado reconhecimento e direitos em todo o mundo.
Um novo relatório lançado no fim de julho (22), na 10ª Conferência Internacional de AIDS sobre Ciência do HIV, na Cidade do México, mostrou que o mundo está ficando para trás em seu compromisso de acabar com a epidemia de AIDS entre crianças e adolescentes.
Globalmente, cerca de 160 mil crianças com idade entre zero e 14 anos foram infectadas com o HIV em 2018. Essa é uma redução importante frente a 240 mil novas infecções em 2010. No entanto, a meta definida para 2018 era de 40 mil novas infecções.
“O fracasso em alcançar as metas de 2018 para reduzir novas infecções pelo HIV entre crianças e adolescentes e ampliar o acesso a tratamentos capazes de salvar vidas é decepcionante e frustrante”, disse Gunilla Carlsson, diretora-executiva interina do UNAIDS. “Precisamos agir rapidamente para reverter essa situação e honrar o compromisso de acabar com a epidemia de AIDS para a próxima geração”.
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