As grandes economias dos países em desenvolvimento – principalmente China, Brasil e Índia – continuam liderando a recuperação econômica global, afirma a nova edição do Situação Econômica Mundial e Perspectivas para 2011, lançado nesta quarta-feira (25/05) em Nova York (EUA).
As grandes economias dos países em desenvolvimento – principalmente China, Brasil e Índia – continuam liderando a recuperação econômica global, em meio ao fraco desempenho das nações mais ricas, afirma a nova edição do Situação Econômica Mundial e Perspectivas para 2011, lançado nesta quarta-feira (25/05) em Nova York (EUA).
Elaborado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (DESA), pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD) e pelas cinco comissões regionais da ONU, o relatório alerta que a recuperação global ainda é frágil e pode sofrer contratempos se os problemas de dívida pública e de fragilidade no setor financeiro das economias desenvolvidas não forem devidamente manejados.
O documento sugere uma série de políticas de intervenção para lidar com os riscos, como evitar a tentação prematura dos países desenvolvidos de apertar as políticas fiscais. Estas políticas devem ser redefinidas para fortalecer o impacto no emprego e na promoção de mudanças estruturais para um crescimento econômico mais sustentável, em médio e longo prazo.
O documento aponta que tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento deve ser adotada uma política que direcione os investimentos públicos para aliviar os pontos que impedem as perspectivas de crescimento, e para lidar com os desafios ambientais, inclusive através da transformação do setor de energia, para reduzir drasticamente a emissão de gases de efeito estufa e investir em agricultura sustentável.
Pede-se também que seja garantidos recursos suficientes para os países em desenvolvimento, especialmente aqueles que enfrentam grandes necessidades. Estes recursos serão usados para acelerar o progresso na direção dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e para investimentos no crescimento sustentável.