País foi um dos que conseguiu limitar impacto da alta de preços em sua economia e reduzir desnutrição, mostra relatório lançado hoje (10) por três agências da ONU – FAO, FIDA e PMA.

Muitos países restringiram exportações de alimentos ou reduziram barreiras de importação e liberaram subsídios ao consumidor para conter os preços dos alimentos durante a crise de 2006 a 2008. O Brasil integra o grupo de Estados que conseguiram limitar o impacto da alta de preços em sua economia e reduzir a desnutrição, mostra o relatório “O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo – 2011”, lançado hoje (10/10) pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA).
O documento indica ainda que a volatilidade e a alta dos preços no mundo devem continuar. A ONU cobra ação enérgica da comunidade internacional. Países pequenos e dependentes de importações, principalmente na África, estão entre os mais ameaçados. Muitos ainda enfrentam dificuldades em decorrência das crises alimentar (entre 2006 e 2008) e econômica (2008). Essas crises, incluindo a do Chifre da África, “desafiam nossos esforços para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) de reduzir o número de pessoas que passam fome pela metade até 2015”, registra o relatório.
“Mesmo se atingirmos as metas do milênio até 2015, 600 milhões de pessoas ainda sofrerão por causa da fome. Assistir 600 milhões de pessoas passando fome regularmente é inadmissível. Toda a comunidade internacional deve agir com urgência e energia para banir a insegurança alimentar do planeta”.
“Os governos devem garantir um ambiente regulatório transparente e confiável que promova o investimento privado e o aumento da produtividade agrícola. Precisamos reduzir o desperdício de comida nos países desenvolvidos, por meio de políticas adequadas e educação. E também diminuir as perdas nos países em desenvolvimento com investimentos em toda a cadeia de valores, especialmente no processo pós-colheita. A gestão sustentável dos recursos naturais, florestas e dos sistemas de pesca é crucial para as populações pobres”.
O foco do relatório das três agências da ONU em 2011 é a volatilidade e o aumento dos preços dos alimentos, apontados como grandes responsáveis pela insegurança alimentar em nível mundial e motivo de grande preocupação para a comunidade internacional. “A demanda dos consumidores das economias que crescem em ritmo acelerado vai aumentar, a população continuará a crescer e um maior uso dos biocombustíveis irá aumentar ainda mais a pressão sobre o sistema alimentar”, alerta o estudo.
Para saber mais sobre o relatório, clique aqui.