Relatório divulgado hoje (21/12) diz que país pode crescer mais do que em 2011. Crise econômica global deve afetar América Latina e Caribe.
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) projeta crescimento econômico de 3,5% para o Brasil em 2012, um aumento de 0,6% em relação a 2011. Já a média da América Latina e do Caribe deve ser de 3,7% no próximo ano, após apresentar taxas de 4,3% em 2011. A previsão brasileira é apontada como uma das principais exceções graças à força do seu mercado interno, medidas para estimular investimentos e consumo tomadas pelo governo além de uma taxa de câmbio real mais alta.
Já os motivos apontados para a diminuição do crescimento na região são a menor expansão da economia mundial e as incertezas e volatilidades nos mercados financeiros internacionais, principalmente na Zona do Euro. As informações foram divulgadas nessa quarta-feira (21/12) na apresentação do relatório “Balanço preliminar das economias da América Latina e do Caribe 2011”.
“Existe uma probabilidade não menor de uma crise profunda da Zona do Euro, o que afetaria de forma significativa a economia mundial em seu conjunto e impactaria a nossa região sobretudo através do canal real (exportações, preços, investimento estrangeiro, remessas, e turismo) e o financeiro (maior volatilidade, possíveis saídas de capital e dificuldades de acesso ao crédito)”, afirmou a Secretária Executiva da CEPAL, Alicia Bárcena.
A CEPAL enfatiza, no entanto, que a América Latina e o Caribe contam com características econômicas que permitem aos países enfrentar a crise da economia mundial da melhor forma possível. Entre eles, estão um alto nível de reservas, que lhe possibilitariam financiar um déficit na conta corrente; melhoras nas contas públicas e baixos níveis da dívida pública, salvo em alguns países do Caribe. Isso pode gerar espaços para políticas fiscais anticíclicas e uma perspectiva de inflação decrescente, que abriria espaços para uma política monetária expansiva.
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