Em um acordo de cooperação Sul-Sul, país contribuirá com 20 milhões de dólares e com experiência no desenvolvimento de tecnologias para a cadeia de produção do algodão.
O Brasil assinou hoje (17) com as Nações Unidas um acordo de 20 milhões de dólares que busca transferir a experiência do cultivo de algodão no país, um dos principais produtores do setor no mundo, para outros produtores de economias em desenvolvimento.
“Este acordo representa uma excelente oportunidade para demonstrar a eficácia da cooperação Sul-Sul entre os parceiros do mundo em desenvolvimento como um veículo para o crescimento econômico sustentável”, disse o Diretor-Geral da Organização para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, na cerimônia de assinaturas do documento na sede da agência, em Roma.
O algodão é fundamental para as economias de muitos países em desenvolvimento, particularmente na África Ocidental e Central, onde cerca de 10 milhões de pequenos agricultores dependem do setor para sua renda, segundo a FAO. Como resultado, o setor ocupa uma posição estratégica nos planos de desenvolvimento e redução da pobreza de uma série de governos na África, Ásia e América Latina.
O projeto de quatro anos, que se concentrará inicialmente no Haiti e nos países do Mercosul, fornecerá aos países participantes assistência técnica e treinamento em boas práticas no cultivo do algodão e de marketing. Experiências, tecnologias e técnicas adquiridas através da iniciativa serão compiladas e divulgadas para promover um maior conhecimento e transferência de competências.
O Instituto do Algodão Brasileiro vai fornecer 10 milhões de dólares em apoio financeiro, enquanto a Agência Brasileira de Cooperação irá fornecer um adicional de 10 milhões de dólares.
Escritório Regional da FAO para América Latina e Caribe contribuirá com o fornecimento de conhecimentos e informações técnicas, bem como a mobilização de suas redes internacionais de apoio ao projeto, em um apoio não financeiro equivalente a 200.000 dólares.