O Pacto pela Vida, lançado em 2007, um ano antes das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), tem desenho diferente e visibilidade bem menor, mas resultado palpável: índice de homicídios caiu 26,9%.
O 29 de abril deste ano entrou para história de Pernambuco. Nesse dia, em todos os 184 municípios, ninguém morreu pelas mãos de outra pessoa. Foi a primeira vez que isso aconteceu desde 2004, quando as estatísticas locais de homicídio começaram a ser monitoradas regularmente.
A informação surpreendeu não só pelo ineditismo, mas também porque o estado já ocupou o primeiro lugar no ranking de homicídios do Brasil. Hoje, Pernambuco está em quinto lugar, segundo novos dados do Mapa da Violência 2013. E vai na contramão de todo o nordeste brasileiro, onde a criminalidade está aumentando.
Especialistas em segurança pública atribuem as boas notícias ao Pacto pela Vida, lançado em 2007, um ano antes das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio de Janeiro. A iniciativa tem desenho diferente e visibilidade bem menor, mas resultado palpável: desde o primeiro ano, deu origem a uma queda anual constante na taxa de homicídios do estado. O índice caiu 26,9%, passando de 53,1 homicídios por 100.000 habitantes (em 2007) para 34,3 em 2012, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, lançado recentemente.
“Em Recife (a capital), a queda foi ainda mais significativa, na ordem dos 33,8%, caindo de 87,5 para 57,9 por 100.000 no mesmo período. Em praticamente todos os outros estados do Nordeste, a violência aumentou substancialmente durante estes mesmos anos”, destaca o estudo Por um Brasil mais seguro: uma análise da dinâmica do crime e da violência, do Banco Mundial.
Informações do governo do estado ainda apontam que, de 2007 a 2011, o número de inquéritos concluídos aumentou 119%. Tais resultados são melhores que os obtidos em lugares como Nova York, após os primeiros quatro anos do programa Tolerância Zero, e Bogotá, na Colômbia, depois de quatro anos do programa Segurança Cidadã.
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