Taxas de desemprego e de informalidade dos jovens são muito superiores às dos adultos. A situação é mais grave para o sexo feminino, negros, indígenas e moradores de zonas rurais.
O Brasil ainda precisa avançar na oferta de oportunidades de trabalho para os jovens, disse a Diretora da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo, na abertura do Forum Nacional de Trabalho Decente para os Jovens, em cerimônia realizada na Presidência da República. O evento foi promovido de 03 a 04 de maio, numa iniciativa do Ministério do Trabalho e Emprego, Secretaria Nacional da Juventude e da OIT.
“Apesar da situação relativamente mais vantajosa do país no cenário internacional e dos grandes avanços dos últimos anos, em termos de um modelo de crescimento inclusivo que tem entre suas principais características a redução da pobreza e das desigualdades e da melhoria geral dos indicadores de mercado de trabalho, os jovens brasileiros ainda se encontram em uma situação de grande desvantagem”, avaliou Abramo.
A Diretora lembrou que estudos recentes mostram que as taxas de desemprego e de informalidade dos jovens são muito superiores às dos adultos e a qualidade dos seus empregos é muito mais precária. Essa situação se agrava no caso das jovens mulheres, dos jovens negros e indígenas e das pessoas que vivem e trabalham nas zonas rurais. No Brasil, o desemprego entre os jovens é duas vezes e meia superior ao dos adultos.
“Isto continua sendo uma realidade mesmo em momentos como o atual, de forte redução das taxas de desemprego e significativo crescimento dos empregos formais no país, evidenciando que o crescimento econômico é importante, mas não suficiente, e que são necessárias políticas ativas de promoção do trabalho decente para os jovens”, ressaltou.