Brasileiro diretor da FAO recebe prêmio da fundação italiana por luta contra a fome

José Graziano da Silva foi homenageado pela Fundação Italiana “A Life for Faith” por suas conquistas e compromisso exemplar na luta contra a fome.

Foto: FAOO diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, foi homenageado pela Fundação Italiana “A Life for Faith” esta semana pelas suas conquistas e compromisso exemplar na luta contra a fome.

A segunda edição do prêmio “Life For Faith” homenageia a memória do jornalista italiano Giuseppe De Carli, conhecido editor executivo responsável pela cobertura do Vaticano na emissora nacional RAI. O prêmio anual é atribuído a personalidades que dedicam a vida e trabalho em “busca do bem comum, pelo diálogo entre os povos e pela centralidade do ser humano”.

“Estou convencido de que este prêmio, que damos hoje ao diretor-geral da FAO, Graziano da Silva, homenageia o espírito e inteligência de Giuseppe de Carli, que dedicou toda a sua vida à caridade”, declarou Giuseppe Benelli, presidente da Fundação.

“No nosso mundo globalizado, só podemos conquistar a segurança alimentar se os outros também tiverem essa segurança”, afirmou Graziano da Silva, ao receber o prêmio.

“A fome ou problemas relacionadas à alimentação estão entre as principais causas de conflitos”, sublinhou Graziano da Silva. “E se uma pessoa não é capaz de garantir segurança alimentar em sua casa, ele ou ela é muitas vezes forçado a ir para outro lugar.”

No passado ano, a Fundação “A Life For Faith” premiou os esforços humanitários da comunidade de Lampedusa e do presidente da Câmara Giusy Nicolini. Como reconhecimento dos esforços, o diretor-geral da FAO anunciou a intenção de doar os 20 mil euros do prêmio para apoiar os esforços da comunidade de Lampedusa.

Graziano da Silva tem trabalhado na área da segurança alimentar, desenvolvimento rural e questões agrícolas há mais de 35 anos, nomeadamente, tendo sido o arquiteto do programa Fome Zero no Brasil, que contribuiu para reduzir o número de pessoas que vivem em extrema pobreza no país de cerca de 11% para 3,5% em um período de dez anos. Durante o mesmo período, as taxas de desnutrição caíram de 15% para menos de 7% do total da população.