Referindo-se a relatório de investigação independente da ONU sobre o país, lançado em setembro, ministro das relações exteriores do Burundi disse que seu governo rejeita categoricamente “os relatórios politicamente exagerados sobre as violações alegadas de direitos humanos”.
O Burundi rejeita deliberadamente as investigações sobre direitos humanos sobre o país e irá produzir um estudo abrangente sobre a questão em resposta ao relatório recém-lançado com apoio das Nações Unidas, advertiu, no último sábado (24), o ministro de relações exteriores do país, Alain Aimé Nyamitwe, durante debate na Assembleia Geral.
De acordo com o ministro, “como Burundi está consolidando seus ganhos em segurança e lutando contra todo o tipo de ator cujo único objetivo é a mudança do regime e cujos métodos de operação são violentos, é imperativo que qualquer avaliação dos direitos humanos do país seja executada com cautela”.
Referindo-se ao relatório final da Investigação Independente da ONU no Burundi (UNIIB), lançado em 20 de setembro e detalhado em um comunicado de imprensa do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), ele disse que seu governo rejeita categoricamente “os relatórios politicamente exagerados sobre as violações de direitos humanos alegadas”.
“Alguns casos estão fora do contexto, outros fora de proporção, com nenhum ponto de vista dos agentes de segurança que foram mortos em serviço”, disse, questionando os métodos utilizados para reunir as informações incluídas no relatório. Ele também afirmou que seu governo terá a oportunidade de apresentar um relatório alternativo em Genebra nos próximos dias.
Durante seu discurso, o ministro salientou ainda que o seu governo tem reiterado o compromisso “inabalável” com os direitos humanos e com a garantia da segurança de todos os cidadãos, independentemente da sua etnia.