Caça ilegal e violência em parque nacional da República Centro-Africana preocupam UNESCO

Diretora-Geral da UNESCO expressa preocupação com o parque nacional de Dzanga-Sanga devido à falta de segurança no local. Irina Bokova destacou aumento da caça ilegal na África, onde são mortos cerca de 30 mil elefantes por ano.

Animais selvagens no Sítio Trinacional Sangha, onde o parque nacional de Dzanga-Sangha, na República Centro-Africana, fica localizado. Foto: Andréa Turkalo

Animais selvagens no Sítio Trinacional Sangha, onde o parque nacional de Dzanga-Sangha, na República Centro-Africana, fica localizado. Foto: Andréa Turkalo

A chefe da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) expressou profunda preocupação com o aumento da caça ilegal, violência armada e destruição no Parque Nacional da República Centro-Africana (RCA), Dzanga-Sanga, que está na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2012.

Em abril, homens vestindo uniformes realizaram diversos ataques ao redor do parque, saqueando equipamentos do edifício da administração e destruindo as instalações. “Peço às autoridades que ajam rapidamente, fazendo o possível para restaurar a ordem na região e garantir a conservação da área protegida de Dzanga-Sanga”, disse a Diretora-Geral da UNESCO, Irina Bokova.

O parque faz parte do Sítio Trinacional Sangha (TNS), com uma área total de 750 mil hectares, e é o lar de especies únicas como gorilas-da-planície e elefantes-da-floresta. A UNESCO apoia o local há quase dez anos, com o financiamento da Fundação das Nações Unidas, o Fundo Francês para o Meio Ambiente Mundial e da Comissão Europeia.

Além disso, Bokova disse que está alarmada com o aumento da caça ilegal na África, onde são mortos cerca de 30 mil elefantes a cada ano. Muitas propriedades do Patrimônio Mundial na África Central relataram recentemente uma diminuição significativa em suas populações de mamíferos grandes e elefantes. Os especialistas temem que grupos organizados da caça ilegal estão se aproveitando da atual situação política na África para expandir suas operações na região.