Iniciativa que visa a redução da violência contra o sexo feminino, equidade de gênero e promoção da saúde disponibiliza, pela primeira vez, material na língua ticuna – idioma é falado por 30 mil indígenas brasileiros.
Para mobilizar populações da etnia ticuna, a campanha Mulheres e Direitos foi lançada na quarta-feira (17) na aldeia de Belém do Solimões, em Tabatinga (AM). O ato foi uma iniciativa do Amazonaids, componente amazônico do Plano Integrado da ONU em Apoio à Resposta Nacional. A cerimônia contou com representantes do Ministério da Saúde, de movimento social, de lideranças indígenas e do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS).
Para o Diretor Regional do UNAIDS na América Latina, Cesar Núñez, as ações desenvolvidas pelo Amazonaids naquela região “representam importante contribuição ao país porque atendem demandas locais e se encontram em consonância com os princípios definidos pelo país e estão alinhadas com as politicas das Nações Unidas concordadas em Assembleias Gerais”.
Em sua segunda edição, a campanha ‘Mulheres e Direitos’ contempla o eixo Violência e HIV, resultado de uma parceria entre o UNAIDS, a União Europeia, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), às quais se soma a adesão do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
A campanha foi lançada primeiramente em 2011 e objetiva a redução da violência contra a mulher, a equidade de gênero a promoção da saúde do sexo feminino. O seu material está disponível em português, inglês, espanhol e, pela primeira vez, em ticuna, idioma de 30 mil indígenas brasileiros.