
Crianças sírias abrigadas na entrada de uma casa, em meio a tiros e bombardeios, em uma cidade afetada pelo conflito. Foto: UNICEF/ Alessio Romenzi
Em um conflito violento entrando em seu oitavo ano, a Síria vê a situação em algumas regiões se deteriorar. O grave cenário em Ghouta — nos arredores de Damasco — e em outras áreas da Síria fez com que a ONU ampliasse sua atuação, com agências levando apoio a milhões de pessoas dentro e fora do país.
Cerca de 400 mil pessoas vivem cercadas em Ghouta Oriental, no que o secretário-geral da ONU, António Guterres, descreveu como “inferno na Terra”. Ainda assim, comboios da ONU e de parceiros tentam acessar as áreas sitiadas.
Os civis continuam pagando o maior preço de um conflito marcado por sofrimento, destruição e desprezo incomparáveis com a vida humana. Segundo o Escritório de Coordenação Humanitária das Nações Unidas (OCHA), 13,1 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária, incluindo cerca de 3 milhões de pessoas sitiadas em áreas em conflito e difíceis de alcançar, onde estão expostas a graves ameaças.
Mais da metade da população foi forçada a sair de suas casas, e muitas foram deslocadas várias vezes. Crianças e jovens compõem mais de metade dos deslocados, bem como metade dos que precisam de ajuda humanitária. As partes em conflito agem com impunidade e cometem violações do direito internacional humanitário e dos direitos humanos.
Muitos brasileiros se perguntam, no entanto, o que pode ser feito para ajudar o povo sírio.
Em geral, a melhor forma de colaborar com as agências especializadas, fundos e programas da ONU que prestam assistência humanitária é com contribuições financeiras, pois a logística para transferir fisicamente a ajuda é complexa e acaba por ser cara. Este é o caso da Síria.
As Nações Unidas no Brasil prepararam uma lista de organismos que atuam diretamente na Síria apoiando milhões de pessoas que precisam de ajuda imediata. Confira clicando aqui.