
Um jornalista é morto por semana, no mundo, simplesmente por fazer seu trabalho.
Uma imprensa livre e aberta é parte integrante da base da democracia e do desenvolvimento. No entanto, de 2002 a 2015, mais de 900 jornalistas foram mortos simplesmente por fazer o seu trabalho, segundo a ONG Repórteres Sem Fronteiras. E o pior: a cada dez casos de violência contra os profissionais de mídia, nove permanecem impunes, como mostra o Relatório sobre as Tendências Mundiais em Liberdade de Expressão e Desenvolvimento da Mídia, da UNESCO.
É por isso que, entre outras ações práticas, a ONU declarou 2 de novembro como o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas. Saiba mais sobre a data em www.un.org/en/events/journalists.
As Nações Unidas também criaram um plano de ação, que já está sendo discutido e implementado em diversos países – inclusive no Brasil. O Plano de Ação da ONU para a Segurança de Jornalistas e a Questão da Impunidade tem o objetivo de criar um ambiente livre e seguro para todos os profissionais de mídia, em situações de conflito ou não, fortalecendo a paz, a democracia e o desenvolvimento em todo o mundo.
“Nenhum jornalista, em nenhum lugar, deve ter de arriscar a vida para divulgar informações. Juntos, devemos defender os jornalistas e lutar por justiça”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em sua mensagem para a data, em 2013.
Em novembro de 2014, informações detalhadas de investigações sobre o assassinato de jornalistas foram divulgadas pela diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, quando ela apresentou o 4º Relatório sobre a Segurança de Jornalistas e o Risco da Impunidade para o Conselho Intergovernamental do Programa Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação (IPDC), em Paris.
Em 2015, foi lançado o relatório Tendências Mundiais em Liberdade de Expressão e Desenvolvimento da Mídia, com um foco especial na segurança dos jornalistas, na proteção das fontes jornalísticas na era digital e no papel dos intermediários da internet para fomentar a liberdade online e combater o discurso de ódio.
Confira neste vídeo a mensagem de Ban Ki-moon:
É preciso mobilização para quebrar o ciclo de violência e impunidade. Por isso, foi criado um site especial pela UNESCO e pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio): nacoesunidas.org/segurancadejornalistas.
Este site é um esforço coletivo para auxiliar no debate público, reunindo dados relevantes especialmente sobre a situação brasileira, documentos e links de instituições reconhecidas internacionalmente pela defesa de um jornalismo livre, independente e de qualidade.
A diretora-geral da UNESCO alerta que, em média, um jornalista é morto por semana e, enquanto fatalidades incluem correspondentes estrangeiros, a grande maioria das vítimas é de profissionais locais, cobrindo histórias locais, vivendo em um ambiente de impunidade.
“Isso permite que os criminosos continuem os ataques sem restrição, minando ainda mais o fluxo livre de informações. A impunidade é venenosa – e leva à autocensura por medo de represálias –, privando ainda mais a sociedade de fontes significativas de informação”, diz ela.
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Saiba mais em nacoesunidas.org/segurancadejornalistas