Se o influxo de novos refugiados continuar nesse ritmo, o campo de Kakuma atingirá sua capacidade máxima até junho.
Mais de 4.500 pessoas chegaram ao campo de Kakuma em 2012, sendo mais de 70% delas provenientes do Sudão do Sul e do Sudão. Conforme relato do Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), muitos alegam ser fugitivos da violência na região de Jonglei, no Sudão do Sul, citando assassinatos indiscriminados, roubo de gado e casas incendiadas como os principais motivos.
Os recém-chegados são recebidos no centro de recepção do campo de Kakuma. O centro possui capacidade para 700 pessoas, mas o número dos recém-chegados já atingiu até 1.600.
“Se o influxo de novos refugiados continuar nesse ritmo, o campo de Kakuma certamente atingirá sua capacidade máxima até junho”, disse a responsável pelo escritório do ACNUR em Kakuma, Guy Avognon.“Precisamos agir urgentemente sobre este influxo, que inclui a expansão de campos de assentamento e aumento dos recursos e capacidades para assistir os recém-chegados”.
Desde meados de março, o número total de refugiados superava os 90 mil, bem próximo da capacidade máxima de 100 mil. Refugiados somalis totalizam um pouco mais da metade, sendo que sudaneses e sudaneses do sul são um terço da população total do campo. Os outros refugiados vêm de outros dez países, incluindo, Burundi, República Democrática do Congo e Etiópia.