Canadá libera US$ 38 mi para agências da ONU combaterem a fome na Somália, Níger e RD Congo

Com aportes de 38 milhões de dólares do governo do Canadá, três agências da ONU implementarão um projeto de combate à fome e promoção da resiliência em três países africanos — República Democrática do Congo, Níger e Somália. Iniciativa foi anunciada na quarta-feira (5) e terá por objetivo enfrentar, ao longo de cinco anos, as causas da insegurança alimentar em comunidades dessas nações.

Mulher prepara campo para próxima semeadura no Niger. Foto: FAO/Giulio Napolitano

Mulher prepara campo para próxima semeadura no Niger. Foto: FAO/Giulio Napolitano

Com aportes de 38 milhões de dólares do governo do Canadá, três agências da ONU implementarão um projeto de combate à fome e promoção da resiliência em três países africanos — República Democrática do Congo, Níger e Somália. Iniciativa foi anunciada na quarta-feira (5) e terá por objetivo enfrentar, ao longo de cinco anos, as causas da insegurança alimentar em comunidades dessas nações.

Promovida pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA), pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), a estratégia visa regiões geográficas específicas dentro de cada Estado-membro.

Foram escolhidas a região de Togdheer em território somali, onde a seca e os conflitos levaram a população a passar fome, e as áreas de Maradi e Ziner, no Níger, que enfrentam choques climáticos. Na República Democrática do Congo, Kivu será a localidade a receber os recursos e ações da iniciativa.

Com o financiamento canadense, o apoio prestado será constante até 2022. Organismos internacionais querem melhorar, de forma sustentável, as condições de alimentação e nutrição das populações, com foco em mulheres e crianças. A proposta é fortalecer a resiliência de famílias vulneráveis. Programa será realizado em parceria com governos nacionais e comunidades.

“Os investimentos do FIDA aumentam a resiliência das pessoas no meio rural, incluindo em áreas frágeis e situações de crises prolongadas nas quais a fome e a pobreza são mais profundas”, afirmou o presidente do fundo da ONU, Gilbert Houngbo, sobre o projeto. “As agências baseadas em Roma (FIDA, FAO e PMA) continuam firmemente comprometidas em trabalhar junto, associando e complementando nossas operações para alcançar a Agenda 2030.”

Já o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, disse que investimentos em meios de subsistência podem ajudar as pessoas a “suportar crises, desastres e conflitos e podem (assim) se recuperar rapidamente”.

Segundo as agências, os recursos do Canadá ajudarão as instituições a coordenar suas atividades desde o início, através de planejamentos que colocarão os moradores e beneficiários no centro das decisões. O impacto da iniciativa será monitorado e acompanhado por um índice de resiliência.