Capacete-azul chileno da missão da ONU no Haiti morre em ataque na fronteira com República Dominicana

O sargento Rodrigo Andrés Sanhueza Soto se deslocava para a cidade de Ounaminthe em missão administrativa. Manifestantes dispararam contra o veículo da ONU, resultando na morte do militar.

Haitianos entre a bandeira do Chile e da ONU. Foto: MINUSTAH/ONU/Victoria Hazou

Haitianos entre a bandeira do Chile e da ONU. Foto: MINUSTAH/ONU/Victoria Hazou

Morreu nesta segunda-feira (13) um capacete-azul da Missão da ONU para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), o sargento chileno Rodrigo Andrés Sanhueza Soto, após receber um tiro durante o seu deslocamento à cidade de Ounaminthe, localizada na fronteira com a República Dominicana, para uma missão administrativa.

O veículo militar da ONU recebeu disparos durante um protesto violento na área. Uma equipe da MINUSTAH foi enviada para a localidade para averiguar os fatos e circunstâncias do ataque.

A representante especial do secretário-geral no Haiti, Sandra Honoré, condenou veemente o uso da violência na manifestação, que resultou na morte do militar chileno, e pediu às autoridades haitianas para garantir uma investigação profunda sobre o ocorrido, oferecendo o apoio da Polícia da ONU (UNPOL) para esta tarefa, de modo que o autor desse crime seja levado à justiça o mais rápido possível.

A representante lembrou dos direitos dos cidadãos haitianos de se manifestar pacificamente e reafirmou que todas as pessoas têm o direito de conduzir suas atividades legais sem entraves.

“A violência armada é um ato criminoso que não apenas coloca em perigo a segurança das pessoas, mas também os ganhos de paz e de estabilidade que a população haitiana já obteve até o presente. A Missão continua a convocar todas as partes presentes no Haiti – a sociedade civil, os dirigentes políticos, religiosos e comunitários – a continuar o seu esforço contra a violência em todas suas formas. Em um momento em que o Haiti entra em um período eleitoral, um ambiente de paz é de interesse de todos e todas”, disse.

Os membros do Conselho de Segurança também condenaram firmemente o ataque ao veículo das Nações Unidas e a morte de Sanhueza e reforçaram o pedido de uma investigação completa das circunstâncias do ataque.