Capacetes azuis detidos em Golã estão seguros, mas permanecem em cativeiro

Vila na qual 21 membros das forças de paz da ONU na região estão presos está, no entanto, sujeita a intenso bombardeio pelas forças armadas síria, informou chefe de operações de manutenção da paz.

Membros da UNDOF fazem patrulha nas colinas de Golã. Foto: ONU/Wolfgang Grebien

O chefe de operações de manutenção da paz das Nações Unidas disse nesta sexta-feira (8) que os capacetes azuis apreendidos nas Colinas de Golã há dois dias estão todos seguros, mas permanecem detidos, acrescentando que a ONU está trabalhando para garantir sua libertação o mais rápido possível.

“Nossos 21 membros das forças de paz estão detidos na aldeia de Al Jamla. Aparentemente, eles estão seguros e têm sido espalhados em 4 ou 5 locais dentro dessa aldeia no porão de várias casas”, disse o Subsecretário-Geral para Operações de Paz, Hervé Ladsous, a jornalistas em Nova York.

“Essa vila em particular está sujeita a intenso bombardeio pelas forças armadas sírias. É claro que estamos trabalhando 24 horas por dia e sete dias por semana na área de operação, com as pessoas da região, e aqui no Secretariado, para garantir sua libertação em boas condições o mais rápido possível.”

Na quarta-feira (6), elementos armados da oposição síria detiveram integrantes da Força das Nações Unidas de Observação do Desengajamento (UNDOF), que monitora o acordo de retirada de 1974 entre a Síria e Israel, após a guerra de 1973.

“A partir de agora há, talvez, uma esperança – mas eu tenho que ser extremamente cauteloso porque ainda não é certo – mas há a possibilidade de que um cessar-fogo de algumas horas possa ocorrer, o que permitirá que eles sejam liberados”, disse Ladsous, depois de uma reunião a portas fechadas do Conselho de Segurança da ONU.

Ele ressaltou que, caso o cessar-fogo ocorra, haveria uma forte expectativa de que não ocorreria nenhuma ação de retaliação por parte das forças armadas sírias sobre a vila e sua população civil.