Capacetes azuis permanecem nas Colinas de Golã, mas com capacidade reduzida

Forças de paz da ONU na região têm reduzido suas atividades em resposta à presença de grupos armados do conflito sírio, afirmou o chefe de operações de paz da ONU.

Chefe de Operações de Paz da ONU, Hervé Ladsous. Foto: ONU/JC McIlwaine

Chefe de Operações de Paz da ONU, Hervé Ladsous. Foto: ONU/JC McIlwaine

As forças de paz das Nações Unidas nas Colinas de Golã têm reduzido suas atividades em resposta à presença de grupos armados do conflito sírio, afirmou o chefe de operações de paz da ONU nesta terça-feira (26), que também pediu respeito à segurança do pessoal da ONU.

O Subsecretário-Geral para as Operações de Paz, Hervé Ladsous, disse a jornalistas em Nova York que a Força das Nações Unidas de Observação do Desengajamento (UNDOF) teve que “adotar uma postura mais estática” e tomar medidas de segurança adicionais, que incluem o uso de mais veículos blindados.

Ladsous informou ao Conselho de Segurança a portas fechadas sobre as medidas tomadas desde a apreensão e liberação segura de 21 capacetes azuis no início deste mês. Nos dias seguintes, a UNDOF desocupou duas posições na região particularmente expostas a ataques.

Ele disse trata-se de uma situação que claramente merece respeito pela neutralidade, segurança e salvaguarda do pessoal da ONU. “Este chamado se aplica a todos os interessados”, acrescentou.

A UNDOF monitora o acordo de retirada de 1974 entre a Síria e Israel após a guerra de 1973.

Ladsous disse que o incidente mostra, mais do que nunca, a importância desse acordo para esta parte do mundo “e tem de ser mantido”. Ele agradeceu aos países que contribuem com tropas para a região e disse que espera sinceramente que eles permaneçam contribuindo para esta “missão muito importante”.

O Departamento de Operações de Manutenção da Paz da ONU (DPKO), chefiada por Ladsous, busca substituir os contingentes que deixaram a Força nas últimas semanas, particularmente com funcionários falantes do árabe.

O Embaixador da Rússia Vitaly Churkin, que detém a Presidência do Conselho de Segurança este mês, disse a repórteres que os grupos armados estão atuando como “provocadores” na área onde operam as forças de paz, porém os capacetes azuis não têm mandato para detê-los.