Curso de cartografia formou 30 pessoas que poderão se tornar multiplicadoras desse conhecimento. A cartografia é uma importante ferramenta de empoderamento social dessas comunidades, uma vez que seus próprios membros estarão aptos realizar o mapeamento de seus territórios.
As comunidades quilombolas lutam pela titulação de seus territórios, maior acesso a políticas públicas e visibilidade. A cartografia é uma importante ferramenta de empoderamento social dessas comunidades, uma vez que seus próprios membros estarão aptos realizar o mapeamento de seus territórios.
A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, em parceria com o Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) promoveu um treinamento em cartografia destinado a lideranças quilombolas e técnicos da SEPPIR.
O curso, que formou duas turmas de 15 pessoas entre os dias 10 e 20 de novembro na Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) em Brasília, foi organizado pelo Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia (PNCSA), cujo objetivo é produzir conhecimento sobre as comunidades tradicionais.
O treinamento, que reuniu turmas compostas a partir de seleção feita pela Coordenação Nacional de Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ, consistiu em formação inicial em técnicas de geoprocessamento, viabilizando a construção de mapas e gestão territorial. “O objetivo é que futuramente esse curso possa ser aprofundado, e esses representantes da primeira etapa possam passar esse conhecimento para suas comunidades”, afirmou a representante de Monitoramento e Avaliação do PNUD Brasil, Juliana Wenceslau.
O projeto do PNUD, em parceria com a SEPPIR, que tem por objetivo apoiar o desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades negras tradicionais, visa também transferir esse patrimônio para a esfera pública. “Disponibilizaremos essas informações para que o governo e a sociedade civil tenham acesso a elas, sobretudo os beneficiários das políticas públicas”, informa a secretária de Políticas para Comunidades Tradicionais, Givânia Silva.
