A cada dois minutos uma mulher morre de causas ligadas à gravidez em todo o mundo, sendo que 90% desses casos poderiam ser evitados com o atendimento adequado.
A Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, apoiada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), realiza nesta quarta-feira (8), das 7h às 18h, o IV Fórum Municipal para a Redução da Mortalidade Materna.
A morte materna é uma das dez principais causas de óbito em mulheres com idades entre 10 e 49 anos no Brasil. A cada dois minutos uma mulher morre de causas ligadas à gravidez em todo o mundo, sendo que 90% desses casos poderiam ser evitados com o atendimento adequado.
O evento acontece no auditório da Universidade do Paraná (UNOPAR) em Salvador e tem entre os assuntos abordados: ações voltadas para mulheres no pré-natal, parto e pós-parto; direitos reprodutivos; e o aborto provocado como fator predisponente para mortalidade materna. A hipertensão, que gera a eclâmpsia e a pré-eclâmpsia -doença comum em mulheres próximas ao parto -, e as hemorragias são as principais causas diretas de óbitos maternos na capital.
Rede Cegonha Luiza Mahin
A quarta edição do Fórum também marca o lançamento da Rede Cegonha Salvador, ou Rede Cegonha Luiza Mahin. O programa do Ministério da Saúde institucionaliza o modelo de assistência humanizada e de qualidade para mulheres e crianças e chega à cidade para contribuir na ampliação do acesso, acolhimento e melhorias no pré-natal, parto e pós-parto.
O nome da Rede Cegonha em Salvador é uma homenagem à heroína africana Luiza Mahin, mulher negra nascida em Costa Mina e que foi trazida ao Brasil como escrava. Na Bahia, tornou-se uma das mentoras da Revolta dos Malês, em 1835.