Centro da ONU apoia Zimbábue em estratégia de alimentação escolar

O Centro de Excelência contra a Fome — fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) — realizou entre novembro e dezembro uma missão técnica no Zimbábue para auxiliar o país na elaboração de uma estratégia de alimentação escolar.

Centro de Excelência contra a Fome apoia Zimbábue na elaboração de uma estratégia para alimentação escolar. Foto: Centro de Excelência contra a Fome

Centro de Excelência contra a Fome apoia Zimbábue na elaboração de uma estratégia para alimentação escolar. Foto: Centro de Excelência contra a Fome

O Centro de Excelência contra a Fome — fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) — realizou entre novembro e dezembro uma missão técnica no Zimbábue para a primeira fase de uma análise da situação da alimentação escolar no país.

O governo do Zimbábue solicitou o apoio do Centro para elaborar uma estratégia de alimentação escolar, e a missão técnica foi a primeira atividade dessa parceria. Foi fechado também um plano de trabalho para os próximos seis meses com ações para o tema.

O Centro está trabalhando com o Ministério de Educação Primária e Secundária do Zimbábue com o apoio do escritório de país do PMA. De acordo com o plano de trabalho validado pelo ministério, a estratégia de alimentação escolar estará pronta para aprovação em meados de 2017. O governo planeja iniciar o processo de implementação com um projeto-piloto.

Durante as três semanas de missão, realizada entre 14 de novembro e 2 de dezembro, o especialista do Centro, Daniel Melo, realizou reuniões com o ministro de Educação e representantes dos ministérios de Saúde, Assistência Social, Agricultura e Finanças para discutir suas expectativas em relação ao apoio do Centro, seus objetivos com a iniciativa de alimentação escolar e os desafios do país nessa área.

Além das reuniões técnicas e políticas, a missão incluiu uma viagem de campo a duas províncias, Zvishavane e Binga. O grupo percorreu 1,5 mil quilômetros em quatro dias, visitou seis escolas, três em cada região, e encontrou situações similares em ambas.

Todas as escolas dependem de assistência externa para manter a alimentação escolar. Os pais pagam taxas, e as famílias que não podem arcar com esse custo recebem apoio do programa de proteção social do governo. Os pais também fornecem lenha para os fogões e trabalham como cozinheiros voluntários nas cantinas.

A seca no sul da África afetou a agricultura do Zimbábue, inclusive as hortas escolares. A compra de alimentos é regulada por um ato federal que requer que os fornecedores tenham um número de cadastro, o que dificulta a venda da produção dos agricultores familiares para as escolas.

A cooperação entre Centro, escritório de país do PMA e o governo do Zimbábue inclui a realização da análise de situação da alimentação escolar no país e a elaboração de uma estratégia de implementação. A análise de situação vai fornecer os subsídios para o desenvolvimento de uma estratégia governamental de alimentação escolar.

Já o plano de implementação vai contemplar uma comparação entre as diferentes modalidades de programas de alimentação escolar que podem ajudar o Zimbábue a fortalecer a alimentação escolar e integrá-la à agricultura local.