Debates facilitados pelo Programa Mundial de Alimentos da ONU destacaram a importância de uma abordagem multissetorial para o estabelecimento de um programa nacional de alimentação escolar como uma das principais redes de proteção social do país.

Participantes da Oficina de Análise de Custos e Investimento em Alimentação Escolar em Gâmbia. Foto: PMA/Isatou Njai
De 18 a 20 de abril, o Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) promoveu uma oficina de análise de custos e investimento em alimentação escolar na Gâmbia.
A sessão foi organizada em conjunto com o PMA local e o governo de Gâmbia para orientar parceiros-chave sobre o uso da ferramenta de análise de custo-benefício e seus impactos na sustentabilidade do sistema nacional de alimentação escolar.
A sessão sobre análise de custos e benefícios foi realizada após a recomendação feita na avaliação intermediária do programa conjunto de alimentação escolar do PMA e do governo de Gâmbia. A oficina foi conduzida por Vinícius Limongi, especialista do Centro de Excelência.
O evento reuniu pontos focais das áreas da saúde, educação e alimentação escolar, parceiros da área de agricultura e desenvolvimento e representantes do governo, agências da ONU e da imprensa, como forma de fortalecer a defesa da alimentação escolar como um investimento viável.
“Estou confiante de que este evento vai trazer novas ideias sobre como podemos contribuir para harmonizar esforços para fazer com que a alimentação escolar seja um investimento viável para doadores e outros parceiros do desenvolvimento, inclusive a iniciativa privada”, afirmou Vitoria Ginja, representante do PMA no país.
Um estudo sobre custo-benefício em andamento na Universidade de Gâmbia orientou as discussões, que estiveram centradas em como a alimentação escolar pode ser valorada, levando em consideração os papéis do governo, dos parceiros de desenvolvimento e da comunidade.
Os debates destacaram a importância de uma abordagem multissetorial para o estabelecimento de um programa nacional de alimentação escolar como uma das principais redes de proteção social do país.
“Todos os diretores presentes nesta reunião são mulheres e vamos formar um clube de mães, se for necessário, para garantir que a alimentação escolar seja da conta de todos, principalmente dos formuladores de políticas públicas”, afirmou Amie Khan, diretora de Finanças Públicas do Ministério das Finanças e Assuntos Econômicos.
O evento também ressaltou o papel crucial de ter dados confiáveis para a realização de uma análise de custo-benefício. Os participantes concordaram unanimemente sobre a necessidade de fortalecer as capacidades dos comitês de gestão escolar, principalmente para registrar e compilar dados.
Os achados preliminares do estudo da universidade de Gâmbia indicam que a alimentação escolar representa uma fonte de economia para as famílias. Estima-se uma economia de 12 Dalasis (0,28 dólar) por criança por dia, quando a criança recebe alimentação na escola.
Como resultado desse fórum, o governo prevê a realização de uma visita de alto nível a escolas participantes do programa para avaliar os impactos da alimentação escolar em comunidades de Gâmbia.