A missão de três semanas tem o objetivo de apoiar o governo e o escritório do PMA no país na preparação de um seminário nacional sobre alimentação escolar, que deve acontecer em junho.

Missão do PMA visita escola em Daca mantida pela ONG local BRAC. Foto: PMA
Como parte da assistência técnica que o Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos fornece ao governo de Bangladesh, a consultora Nadia Goodman realizou nesta semana visita a duas escolas localizadas em comunidades pobres de Daca, capital do país.
A missão de três semanas, que começou em 30 de março, tem o objetivo de apoiar o governo e o escritório do Programa Mundial de Alimentos (PMA) no país na preparação de um seminário nacional sobre alimentação escolar, que deve acontecer em junho.
As duas escolas visitadas oferecem alimentação escolar desde 2009. As refeições são compostas por biscoitos fortificados entregues diariamente para mais de 1.500 crianças registradas na escola primária de Sher-e-Bangla em Mirpur e em um centro de estudos dentro da favela de Bhasantek, que é dirigido pela ONG local BRAC.
Muitas dessas crianças trabalham e ingressam de manhã na escola sem terem feito nenhuma refeição antes. O programa de alimentação escolar do PMA em Daca é voltado para a população vivendo em situação de extrema pobreza e assiste 92.252 crianças em 573 escolas – sendo 114 escolas primárias públicas e 459 administradas por ONGs.
Com os biscoitos fortificados, é possível alimentar cada criança por todo um ano escolar ao custo de apenas US$ 30. Outra vantagem do programa de alimentação escolar é o combate à evasão escolar. Desde 2009, a taxa de frequência média nas escolas atendidas cresceu 22%.
Segundo Goodman, relatos de pais e professores também confirmam que os estudantes faltam menos por causa de doenças ou problemas de saúde e prestam mais atenção às aulas. “Evidentemente, a alimentação escolar tem um impacto extremamente positivo na saúde e no bem-estar das crianças pobres, oferecendo acesso à educação e uma saída do ciclo de pobreza”, explica a consultora.