Centro de Excelência da ONU estreita colaboração com países da África, Ásia e Europa no combate à fome

Zâmbia, Camarões, Laos, Zimbábue e Alemanha são alguns dos países que contaram com a ajuda do Centro de Excelência contra a Fome em novembro para adquirir conhecimentos sobre o modelo brasileiro de segurança alimentar e estabelecer cooperação para expandir essa experiência.

Hora de almoço na creche municipal de Irará durante a visita da delegação de Camarões, Laos e Zimbábue. Foto: WFP/Carolina Montenegro

Hora de almoço na creche municipal de Irará durante a visita da delegação de Camarões, Laos e Zimbábue. Foto: PMA/Carolina Montenegro

Preocupado com as dificuldades que a população pobre rural enfrenta na Zâmbia, o Ministério da Educação desse país contou, na semana passada, com o apoio do Centro de Excelência contra a Fome da ONU para a implementação de um Programa de Alimentação Escolar com Produtos Locais.

Com a colaboração do Programa Mundial de Alimentos (PMA), o governo da Zâmbia promove uma transição do seu atual programa de merenda para uma iniciativa de alimentação dos estudantes com produtos cultivados localmente, o que promove a agricultura familiar e a nutrição de qualidade. A adoção desse novo modelo no país ajudará a fomentar também o acesso igualitário à saúde e educação.

Em 2013, representantes da Zâmbia realizaram duas visitas de estudo ao Brasil e se impressionaram com a natureza multi-setorial do modelo brasileiro. Em novembro, consultoras do Centro de Excelência viajaram à Zâmbia para apoiar a elaboração de uma guia para o desenvolvimento da nova política de alimentação escolar, que deverá ser adotada no próximo ano.

Modelo brasileiro como exemplo

Representantes de Camarões, Laos, Zimbábue e Alemanha também passaram pelo Centro de Excelência no mês de novembro para conhecer o programa de combate à fome e discutir estratégias de segurança alimentar.

Entre os dias 24 de novembro e 5 de dezembro, os países africanos e asiático participam de visitas de estudo na Bahia e no Distrito Federal, onde conhecem as iniciativas brasileiras de combate à fome e à pobreza e, por meio de uma nova metodologia desenvolvida pelo Centro, trocam experiências entre si.

Já a primeira conselheira de Desenvolvimento Sustentável da Embaixada da Alemanha no Brasil, Kordula Mehlhart, se reuniu com o diretor do Centro, Daniel Balaban, para discutir programas e políticas de segurança alimentar e expansão da cooperação sul-sul baseada no modelo brasileiro. Também foram levantadas possibilidades de novas parcerias e mais diálogo com a Agência Internacional de Cooperação Alemã (GIZ). A cooperação técnica e econômica entre Brasil e Alemanha data de mais de 50 anos.