A secretária-executiva da Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, apresentou a chefes de Estado da Aliança do Pacífico em Puerto Varas, no Chile, resultados de um estudo sobre oportunidades de cooperação entre os países do bloco na comercialização internacional de produtos pesqueiros.

Países do bloco comercial Aliança do Pacífico são responsáveis por 7% das exportações mundiais de peixe. Foto: PNUD
A secretária-executiva da Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, apresentou na sexta-feira (1) a chefes de Estado do bloco comercial latino-americano Aliança do Pacífico reunidos em Puerto Varas, no Chile, resultados preliminares de um estudo sobre oportunidades de cooperação entre os países do bloco na comercialização internacional de produtos pesqueiros.
Criada em 2011, a Aliança do Pacífico é um mecanismo de integração regional formado por Chile, Colômbia, México e Peru, e que inclui 49 países observadores. A XI Cúpula de Puerto Varas foi precedida por reuniões ministeriais e de negócios, das quais também participaram os presidentes da Argentina, Mauricio Macri; e da Costa Rica, Luis Guillermo Solis.
A apresentação de Bárcena cúpula teve a presença da presidente chilena, Michelle Bachelet; do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos; do México, Enrique Peña Nieto; e do Peru, Ollanta Humala; além do presidente eleito do Peru, Pedro Pablo Kuczynski.
Países do bloco são responsáveis por 7% das exportações mundiais de peixe, segundo o documento de trabalho apresentado por Bárcena, que analisou o desempenho da indústria da pesca nos países da Aliança do Pacífico e propôs ações conjuntas de promoção e comercialização no curto e médio prazo.
Durante sua apresentação, a secretária executiva destacou a possibilidade de os países do bloco exportarem produtos pesqueiros com a marca Aliança do Pacífico, modelo que poderá ser replicado a outros setores após o desenvolvimento de uma estratégia definida.
Outras iniciativas discutidas no documento estão relacionadas a projetos de apoio à pesca artesanal e da aquicultura de pequena escala e o estabelecimento de normas de segurança, rastreabilidade e sustentabilidade ambiental.
Nesse sentido, a CEPAL lembrou que a recentemente aprovada Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável contém diversas metas relacionadas à sustentabilidade da pesca e da aquicultura no mundo.
O trabalho foi bem recebido pelos presidentes, que solicitaram à CEPAL continuar aprofundando a análise e as propostas.
Na ocasião, Bárcena também alertou sobre a vulnerabilidade dos países da Aliança do Pacífico diante da ameaça das mudanças do clima. A comissão desenvolveu uma linha de trabalho sobre o tema, que inclui diversos estudos sobre as tendências, efeitos e riscos do fenômeno na zona costeira latino-americana e caribenha.