Países Latino-americanos caem na “armadilha da renda média” por incapacidade de melhorar e diversificar indústria. Manutenção da competitividade é essencial para promover crescimento.
O aprimoramento e a diversificação industrial são essenciais para a manutenção da competitividade das economias e promoção do crescimento e desenvolvimento na América Latina e e no Caribe. Esta foi a principal conclusão compartilhada pelo Vice-Presidente e Economista-Chefe do Banco Mundial, Justin Yifu Lin, e o Vice-Secretário-Executivo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Antonio Prado, durante evento realizado segunda-feira (14/05) em Santiago, no Chile.
“A CEPAL desenvolve uma estratégia cujo objetivo é a inserção internacional dinâmica junto às economias abertas, baseada no progresso técnico e empregabilidade, produtividade e aumento da renda real. A tradição da CEPAL não advém da diversificação como inimiga do comércio internacional, mas como um caminho para se obter a inserção a partir do comércio intraindustrial. A experiência asiática avançou precisamente neste sentido; de diversificar para alcançar um maior peso no comércio mundial”, disse Prado.
Segundo o Vice-Secretário-Executivo, em um processo de crescimento virtuoso, a produtividade e o emprego crescem ao mesmo tempo, sem gerar pressões insustentáveis sobre o setor externo.
Lin explicou as razões pelas quais países Latino-americanos caem numa “armadilha da renda média”, gerada principalmente por sua incapacidade de continuar com o processo de aprimoramento e diversificação industrial.
O Economista-Chefe do Banco Mundial enumerou as oportunidades e desafios para a ascensão econômica da América Latina, apesar da concorrência da China (país que deverá manter o crescimento anual de 8% nos próximos 20 anos), por meio de um “novo estruturalismo econômico”, baseado no desenvolvimento das indústrias, atualização de estrutura, além da mobilização de recursos de um país para sustentar o crescimento da inovação industrial e redução da pobreza.
“Uma política industrial próativa, destinada a setores específicos, tais como sugerida por essa nova economia estruturalista, que já foi implementada em alguns países da Ásia Oriental, poderia fornecer o necessário para o aprimoramento industrial”, concluiu o economista.