Dados preliminares sobre El Salvador projetam um saldo negativo superior a 840 milhões de dólares, o equivalente a 4% do Produto Interno Bruto do país.
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) pretende apresentar até o dia 16 de dezembro uma série de estudos sobre as consequências socioeconômicas das intensas chuvas de outubro na América Central. Esta semana foram apresentados dados preliminares sobre El Salvador, onde as tempestades deixaram um saldo negativo superior a 840 milhões de dólares, ou seja, 4% do PIB (Produto Interno Bruto) do país.
A previsão para os próximos doze meses em El Salvador é de aumento na inflação, de 6,8 para 8%, além de uma queda de 0,7 pontos percentuais no crescimento do PIB. O caso do primeiro país analisado pela CEPAL foi apresentado na última segunda-feira (31/10) ao presidente do país, Maurício Funes.
“Há quase quatro décadas nosso organismo desenvolveu uma metodologia completa para calcular o impacto socioeconômico e ambiental dos desastres naturais na região”, explicou a Secretária Executiva da Comissão, Alícia Bárcena.
As avaliações foram solicitadas pelos governos de Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua. Os estudos recebem apoio do Banco Mundial (BIRD) e contam com a colaboração do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).