As 36 delegações participantes da Conferência Estatística das Américas adotaram a Declaração da Metade do Mundo. Documento prevê fortalecimento de sistemas nacionais para melhorar a documentação de dados relevantes no combate à fome, erradicação da pobreza e igualdade para todos.

Investimento em recursos financeiros, humanos e tecnológicos também é prioridade para a região. Foto:Pixabay/kaboompics (cc)
Mais e melhores dados estatísticos podem ajudar a promover a igualdade na América Latina. Esta informação, bem documentada, permite um melhor monitoramento das políticas públicas nacionais e metas traçadas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aprovado pelos 193 Estados-membros na Assembleia Geral da ONU em setembro. Com esta preocupação em mente, os países da América adotaram nesta quinta-feira (19) a Declaração da Metade do Mundo durante uma Conferência realizada em Quito, Equador.
O texto foi aprovado pelas 36 deleções de países-membros e associados à Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) presentes na 8ª Conferência Estatística das Américas, que aconteceu entre os dias 17 e 19 de novembro na sede da União das Nações Sul-Americanas.
A declaração insta os governos da região a reforçar seu compromisso com o fortalecimento dos sistemas estatísticos nacionais, conformando quadros legais que proporcionem independência profissional aos seus escritórios nacionais de estatística e garanta os recursos humanos, tecnológicos e financeiros necessários para a execução dessas atividades.
Formas não tradicionais de documentação também ganharam destaque na Declaração, bem como o desenvolvimento de métricas que superem os paradigmas habituais de medição para que possam ser aplicados no desenho e avaliação de políticas públicas no âmbito dos ODS. Os 17 novos Objetivos contém 169 metas para serem cumpridas em 2030 e propõem a erradicação da pobreza, da fome, a redução das desigualdades do mundo e ações para mitigar as mudanças climáticas e manter um planeta mais sustentável.