CEPAL: Para cumprir Agenda 2030, países da América Latina e Caribe terão de fortalecer cooperação

Para monitorar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na região, países deverão adotar padrões estatísticos comuns, através de novos acordos regionais, segundo a CEPAL.

Foto: CEPAL

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Para monitorar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), novos instrumentos de mensuração serão necessários, levando países da América Latina e do Caribe a firmarem acordos regionais a fim de acompanhar adequadamente os progressos até 2030.

A análise é do secretário-executivo adjunto da Comissão Econômica da ONU para a região (CEPAL), Antonio Prado, que na semana passada (30) alertou para a necessidade de se criar um padrão estatístico entre as nações. Somente criando parâmetros comuns será possível comparar os indicadores de cada país.

Durante participação no XX Fórum de Ministros do Meio Ambiente, na Colômbia, o representante da CEPAL pediu o fortalecimento da Conferência Estatística das Américas (CEA) junto à Divisão Estatística das Nações Unidas e a adequação dos institutos nacionais para o acompanhamento da Agenda 2030.

Prado chamou atenção para os ODS número 10 – reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles –, número 11 – tornar as cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis – e número 12 – assegurar padrões de produção e consumo sustentáveis.

O secretário destacou ser necessário integrar orçamentos nacionais a padrões internacionais já em vigor, como o Sistema de Contabilidade Ambiental e Econômica (SEA). Alcançar a Agenda 2030 e cumprir também o Acordo de Paris exigirão transformações simultâneas nos campos das finanças públicas, dos planejamentos e dos investimentos estatais e privados, de acordo com Prado.

“O cumprimento do ODS 12 exige uma nova cultura de consumo sustentável e uma mudança ética e de valores que deve ultrapassar as mudanças tecnológicas para conseguir uma produção mais limpa em processos, energias e materiais”, afirmou.

O dirigente disse ainda que, diante da atual conjuntura regional, é recomendável explorar novos mecanismos de financiamento, por exemplo, através de uma reforma fiscal “verde”. Uma iniciativa como essa deve incluir a redução da evasão e das fraudes fiscais, além da diminuição gradual e da compensação social dos subsídios a atividades nocivas ao meio ambiente.