CEPAL pede maior investimento na América Latina e aponta prioridades

Durante Seminário de Política Fiscal, CEPAL pede mais investimento e lança página na Internet destinada a ajudar atores internacionais e nacionais envolvidos na questão.

Secretária Executiva da CEPAL, Alicia BárcenaA Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL) iniciou ontem (24/1) um Seminário de Política Fiscal, que se realizará até quinta-feira, 26. Representantes do FMI, OCDE e do Ministério da Fazenda do Brasil são alguns dos palestrantes, que consideram que a América Latina vive uma situação privilegiada diante da crise, devido ao controle das finanças e a sustentabilidade da dívida, recursos que devem ser mantidos. Também se ressaltou a importância de uma política fiscal redistributiva, com taxas tributárias progressivas.

O maior problema diagnosticado é a ausência de investimento para acompanhar o crescimento econômico. Os maiores atrasos são em infraestrutura. “Os investimentos, além de voláteis, não conseguem, durante a fase expansiva do ciclo econômico, recuperar a queda que se sofre na fase de desaceleração. O setor privado é pouco dinâmico e o investimento público vem diminuindo”.

Enquanto na América Latina o investimento na formação de capital fixo chega a 20% do PIB, em países da Ásia esse número chega a 40%. A Secretária Executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, disse que os investimentos devem focar em pesquisa e ciência, promoção de instituições bancárias de desenvolvimento e fomento de matrizes mais limpas ambientalmente. Ela acrescentou que a política fiscal deve criar uma relação dívida-PIB baixa em períodos de expansão e realizar gastos contracíclicos em fases de recessão.

O Seminário foi marcado pelo lançamento do Observatório Fiscal da América Latina e do Caribe (OFILAC), que busca contribuir para as políticas fiscais da região mediante a difusão de estudos e debates entre os distintos atores envolvidos na questão. A página do Observatório na Internet servirá como suporte para autoridades econômicas, funcionários internacionais, acadêmicos e estudantes.